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Dicionário da Moda

A

À la cheville. Expressão que deriva do substantivo francês chevilhe, tornoze-lo. Refere-se ao comprimento de saias, calças, vestidos e casacos, na altura dos tornozelos.

 

À la Garçonne. Lá Garçonne, título do romance de Victor Margueritte publicado em 1922. Foi considerado extremamente obsceno na época, descrevia os despreocupados excessos sexuais de uma aluna da Subornne, que teve um filho legítimo. A heroína usava cabelos curtos, camisa, gravata, paletó e outras peças de estilo masculino, acabou se transformando no símbolo da mulher liberada, ativa e moderna. O estilo la garçonne veio a ser identificado com a silhueta de menino, pelo cabelo curto e pouca maquiagem.


AB. Sigla usada pela indústria de lingerie, para o tecido do forro da calcinha, um poderoso antibactericida que elimina qualquer tipo de bactéria local.

Abá. Espécie de manto usado pelos beduínos.

 

Aba. Parte pendente de algumas do vestuário, como chapéu ou paletó.

 

Abadá. Camisolão largo e comprido, de mangas curtas, semelhante ao traje tradicional da Nigéria. O negro malês usava na cor branca para rezar.

 

Aborigine. Estampa inspirada nos desenhos usados por povos indígenas, asiáticos, polinésios, norte e sul-americanos.

 

Abotoadeira. Gancho que serve para abotoar o calçado.

 

Abotoadura. 1. Conjunto de botões usado em vestuário. 2. Botões removíveis de metal usados, normalmente, por homens em punhos de camisas sociais.

 

Abrigo (ou agasalho, training). Vestuário esportivo de inverno, que se compõe de blusa e calça, normalmente em tecido confortável.

 

Abrigo impermeável (ou windbreaker). Jaqueta em náilon leve, com fecho na frente e cós elástico, com dispositivo regulador na cintura e nos punhos, e habitualmente um capuz.

 

Accordion Pleats. Pregueamento fino, estreito e regular, produzido através de costura ou alinhavo, dentro do tecido de vestidos e saias, geralmente na bainha do cós. Foi usado na confecção de vestidos de baile durante o final do século XIX. Na virada do século XX, foi parte integrante de muitos estilos, tornando-se especialmente  popular entre as décadas de 1920 e 50 com a nomenclatura plissê.

Acabamento. Série de processos que um tecido passa, para obter uma melhor aparência e sensação tátil.

 

Acamurçado. Tecido, malha de algodão ou de outras fibras com acabamento que lembra camurça.

 

Acetato. Fibra artificial, elaborada a partir da celulose. Sintetizada pela primeira vez em 1860, e produzida em grande escala desde 1920. No processo para obtenção do acetato de celulose, a matéria-prima requerida deve possuir elevado grau de pureza. Por esta razão, as usinas produtoras de acetato utilizam fibras de algodão de comprimento não aproveitável para fiação. O acetato é semelhante à viscose em seu aspecto exterior, mais uma tentativa de imitar as características da seda natural.

 

Alcochoado (ou matelassê). Do francês, matelasser. Enchimento de algodão ou fibras sintéticas inseridos entre duas camadas de tecido e preso por costuras, formando um padrão decorativo regular ou irregular.

 

Acquamax. Malha sintética, teflonada na camada externa, proporcionando baixa absorção de umidade, menor atrito na água e secagem mais rápida, usada para a confecção de peças para esportes aquáticos e fitness.

 

Acrílico. Fibra artificial sintética, cuja produção para fins comerciais iniciou-se em 1950, nos EUA. Conhecida às vezes como lã artificial ou lã acrílica, substitui a lã natural de ovelha. Caracterizada pela sua leveza e maciez, está presente na grande maioria das roupas de inverno, principalmente em malhas. Quando vista em forma de artigo técnico ou industrial, não lembra em nada aquela primitiva imagem de velas de barcos desportivos, lonas de toldos ou lonas de barracas, que são algumas de suas aplicações. No vestuário, o fio de acrílico destaca-se por ser leve e volumoso, quando trabalhado com fibras encrespadas torna-se um bom isolante térmico. Quando tinto, apresenta cores vivas e brilhantes. Sua desvantagem é ser a fibra sintética mais cara, devido ao custo dos componentes iniciais para sua fabricação. Por se tratar de uma fibra obtida por meio de extrusão, sua finura é determinada pelo orifício da fieira. Com isso, podemos encontrar lãs finas e macias, porém não muito volumosas, ou lãs mais ásperas ao tato, porém semelhantes à lã natural.

Active Wear. Tendência que nasceu na Califórnia, nas pistas de Glisse. Surfistas e esportistas adotaram roupas largas, resistentes e funcionais para viver melhor sua paixão esportiva.

 

Adorno. Enfeite, ornamento ou omato.

 

Aerosoft. Malha composta de fios de microfilamento e elastano, usada em roupas de praia, ginástica e lingerie. Devido à qualidade do microfilamento tem toque macio além de permitir a rápida evaporação da transpiração. Através do elastano, o tecido adquire elasticidade excepcional, proporcionando maior liberdade de movimento.

 

Aertex. Malha celular de algodão, lançada na Inglaterra no final do século XIX, por Lewis Hasla. Em 1891, a companhia passou a fabricar roupas íntimas e femininas de aertex, muito usadas até hoje, em roupas íntimas e sport wear.

 

Affective Wearable. Tecido que detecta o estado emocional de quem o usa, permitindo que o indivíduo faça uma análise do seu estado.

 

Aflanelado. Tecido macio de algodão, ligeiramente felpudo numa face. Desde o final do século XIX, é utilizado para roupas íntimas, de dormir e de crianças.

 

Afresco. Técnica de pintura mural, em que se aplicam tintas sobre o reboco úmido. Aperfeiçoado na Itália, no século XIV, tem como exemplo mais significativo a Capela Sistina, pintada com essa técnica por Michelangelo. Nos tecidos, sua designação é utilizada para caracterizar a aparência de cores suaves, envelhecidas e harmoniozas.

 

Agência de Propaganda. Podemos separar os setores de uma agência de propaganda em básicos e opcionais. Os primeiros são aqueles imprescindíveis para que ela possa existir e funcionar, ou seja, gerência, administração e finanças, atendimento, mídia e criação. Os opcionais são aqueles adotados com a finalidade de aperfeiçoar os serviços, prestados pela empresa aos seus clientes, ou com fim de se transformarem em novos centros de lucros. Neste grupo podemos citar entre outros, os pontos de venda, merchandising e relações públicas.

 

Agulheta. Presilha de metal ligada à uma fita metálica, usada como fecho ornamental durante os fins da Idade Média, no período Tudor. Voltou a ser usada novamente na metade do século XVII como botão ou colchete. Ainda hoje é encontrada em algumas roupas militares ou formais.

 

Air Millenium. Malha com 81% poliamida e 19% elastano. Possui leveza, opacidade, aderência, elasticidade, proteção contra raios ultravioletas e isolamento térmico. Pode ter acabamento teflonado.

 

Air Prene. Não tecido, 100% neopreme, revestido com 100% poliamida. É um isolante térmico resistente e, por ser todo furado, permite a passagem da transpiração.

 

Alcântara. Tecido feito com material sintético semelhante à camurça, insensível à água e à poeira. Usado em agasalhos e jaquetas, foi desenvolvido na Espanha.

 

Alfaiataria. 1. Oficina onde são confeccionadas peças sob medida, com acabamento impecável, habitualmente usadas em ocasiões sociais por homens. 2. Toda peça do vestuário feminino ou masculino que possui acabamento elaborado.

 

Alfaiate. Profissional que executa roupa sob medida, em sua grande maioria para homens. especialmente ternos.

 

Algodão Strech. Com fio de elastano.

 

Algodão. Fibra de origem natural vegetal. Talvez a mais utilizada no mundo, cerca de 50% do consumo mundial. Sua qualidade depende da finura, da pureza, brilho, cor e particularmente do comprimento da fibra, que oscila entre 10 a 50 milímetros. As propriedades mais importantes são a hidrofilidade e a resistência a rasgões, à fricção e ao calor. É facilmente lavável, fresco, flexível e não acumula estática. Tem tendência a enrugar-se mediante a combustão rápida, o que pode ser controlado através de processos de acabamento adequado. Vem sendo cultivado há mais de cinco mil anos, sua origem ainda é discutida, pois, fragmentos de algodão fora, encontrados na América e no Oriente. Foi introduzido na Europa, pelos árabes e, espalhado pelas cruzadas. No Brasil ,já era cultivado pelos índios antes da chegada dos portugueses.

 

Algodãozinho. Tecido de algodão cru ou alvejado, liso com fibras de algodão, em geral, com armação de sarja, pode ser pesado e grosso, ou fino e quase transparente.

 

Alongamento. Aumento no sentido do comprimento que a fibra sofre, quando submetida a um esforço longitudinal. É expressa em porcentagem em relação ao comprimento inicial.

 

Alpaca. Lã de alpaca, animal da família dos camelídios, nativo das regiões montanhosas dos Andes. Em 1836, Sir Titus Salt criou o tecido de alpaca, na época uma mistura de alpaca e seda. Muito barata, em relação à seda pura, a alpaca possuía o mesmo brilho das sedas pesadas existentes no século XIX. Tornou-se muito popular na década de 1840, quando o culto à saúde provocou aumento no interesse por tecidos de lã. Era usada para confeccionar peças externas e forrar casacos. No final do século XIX, começou a ser misturada ao algodão e foi muito usada em vestidos e costumes, até meados do século XX. Desde então, a palavra alpaca designa um tecido de crepe de raiom, com textura firme, utilizado principalmente em peças externas.

 

Alpaseda. Tecido sintético para ser usado como forro em jaquetas, vestidos, saias e calças.

 

Alta-costura. Vestuário produzido sob medida, criado por estilistas, habitualmente fazendo parte da coleção de uma estação específica. A alta-costura foi iniciada por Charles Frederick Worth, em Paris, na segunda metade do século XIX. No início do século XX, foi dominada por Paul Poiret e, durante e após a Primeira Guerra Mundial por Coco Chanel. Várias casas de alta-costura foram fundadas nos anos de 1930, famosas como por exemplo, a de Christian Dior. Nos anos 60, a alta-costura começou a atender às exigências dos jovens e a sofrer influências do prêt-à-porter.

 

Alvejamento. Conjunto de operações que tem por objetivo branquear as fibras têxteis, destruindo os corantes naturais das mesmas pela ação de agentes oxidantes ou redutores.

 

Alvéolo. Tecidos com desenhos à base de pequenos losangos, provocando um aspecto que imita o alvéolo da abelha.

 

Alya Eco. Fibra de poliéster, obtida de garrafas plásticas recicladas, proporcionando melhor caimento e durabilidade ao tecido. Em cada camiseta, são empregadas duas garrafas aproximadamente. Muito usada em malharia com fibras naturais ou sintéticas.

 

Amaciamento. Ação de amaciar os materiais têxteis. Tratamento destinado a melhorar o toque dos artigos têxteis, conferindo-lhes maciez ou, para facilitar certas operações de transformação, melhorando o deslizamento das fibras.

 

Amin Brotech. Com ação antibactericida é considerado o primeiro fio inteligente, produzido no Ocidente, responsável pela eliminação de cheiros desagradáveis provenientes do suor, da urina ou secreções diversas, usado na confecção de meias e roupas íntimas.

 

Amorella. Tecido macio que imita a seda, usado para roupas femininas no verão.

 

Angorá. Tricô ou tecido derivado do pelo de cabra angorá, originária da Turquia, ou pele de coelho angorá, nativo da Ilha da Madeira, criado em cativeiro nos EUA, Europa e Japão. Em ambos os casos, o angorá caracteriza-se por fibras longas, lisas e macias. Pode ser puro ou misturado com outras fibras, foi muito usado em suéteres e vestidos.

 

Argyll. Padrão de losangos multicoloridos, inspirados no tartã do clã escocês Argyle, antigamente tricotado à mão na Grã-Bretanha. Posteriormente, foi feito à máquina em todo o mundo. O padrão argyle é frequentemente encontrado em meias, cachecóis e suéteres.

 

Armarinho. Casa comercial que vende artigos para costura, aviamentos e acessórios.

 

Aro. Aviamento de metal para estruturar bojo do sutiã.

 

Arrastão. Tecido com ligamento aberto formando furos, resultando em baixa gramatura e boa ventilação.

 

Arremate (ou remate). Conjunto de pontos que dão acabamento ao trabalho da costura, podendo ser ou não decorativos, de maneira a impedir que o tecido desfie ou que a peça descosture-se.

 

Assimetria. Pontos desiguais, falta de simetria.

 

Atoalhado. Tecido de algodão, felpudo e macio, com armação de tela e sarjado.

 

Aveludado. Tecido liso e macio, de trama apertada, com pelo curto e espesso. Pode ser feito de algodão, mohair,lã ou fibra sintética. No século XX, foi usado em muitas roupas, principalmente, trainings e roupas de lazer.

 

Aviamento. Todo material necessário e indispensável à execução ou conclusão de uma peça do vestuário. Como, por exemplo, botão, zíper, linha, entretela, cordão, fita, etc.

 

B

Babado. Tira franzida ou pregueada de tecido, costurada sobre a borda de uma roupa, do mesmo tecido, ou de material diferente. Ao longo dos séculos XIX e XX, os babados enfeitaram vestidos e saias, principalmente roupas de noite.

 

Baeta. Tecido felpudo de lã.

 

Bainha Aberta. Ponto cruzado, que se usa para obter uma junção aberta decorativa entre duas extremidades de tecido, frequentemente a costura de uma roupa. Também conhecido como ponto ajour.

Bainha Relevo. Trabalho de bordado em que os motivos não se sobressaem como um todo, aparentando como que encravados no próprio tecido.

 

Bainha Role. Enrolada e costurada à mão, própria para tecidos transparentes.

 

Bainha. Dobra costurada na barra de um tecido, a fim de que ele não desfie.

 

Bandage (ou bandagem). Tecido frouxo de algodão rústico, levemente depenado. Assemelha-se ao tecido das ataduras.

 

Barra com Pesponto. Feita na máquina de costura, muito usada em blusas, saias, calças, mangas, vestido e, principalmente em peças confeccionadas em jeans.

 

Barra com Ponto Invisível. Costura à máquina ou à mão, em que os pontos não aparecem do lado direito da peça.

 

Barra Coulissé. Bainha de qualquer peça do vestuário, ajustável por meio de cordão ou elástico, que corre por dentro da dobra.

 

Barra Italiana (ou bainha virada, vira italiana). Dobra externa na barra da calça ou bermuda com aproximadamente dois dedos de largura.

 

Barra Redobrada com Sobra. Costura na barra, deixando sobrar um tipo de prega horizontal do próprio tecido, usada em mangas e bolsos a título de decoração.

 

Barra Ziguezague. Costura feita com máquina ziguezague para barras (calças, saias, vestidos), mas principalmente usada para acabamento em lingerie.

 

Bedford. Tecido de lã penteada e leve, com acabamento flanelado, e posteriormente navalhado, para obtenção de aspecto aveludado.

 

Bengaline. Tecido de viscose com finas estrias horizontais, praticamente invisíveis, lembrando a popeline. Pode também aparecer com filamentos de seda, produzindo brilho, muito usado na camisaria de luxo.

 

Bigode. Efeito que simula as marcas do tempo, feito horizontalmente por rebolo nas regiões das roupas que sofrem maior desgaste, parte da frente da calça ou na altura do cavalo.

 

Bleached. Lavagem descarregada, bem clara.

 

Boca de Manga com Franzido. Punho colocado na manga com franzido.

 

Boca de Manga com Pregas. Pregas no sentido horizontal do acabamento da manga.

 

Bojo. Alargamento ou saliência em forma convexa como, por exemplo, o bojo do sutiã.

 

Bolso Embutido com Vivo. Localiza-se na parte interna da roupa, muito usado em calças sociais.

 

Bolso com Lapela. Próprio para paletó ou blazer.

 

Bolso Folie. Com prega ou tira de tecido, formando uma espécie de bolsa.

 

Bordado de Aplique. Aplique na forma do desenho já tecido, que pode ser em vários tipos de materiais, como o feltro, por exemplo. É colocado com costura manual, preso pelo bordado feito em cima ou ao redor do aplique.

 

Bordado Inglês. 1. Também conhecido como bordado suíço ou madeira, foi uma forma inicialmente criada com agulhas e linha. Caracterizava-se pela linha branca em fundo branco, normalmente algodão, sobre o qual se fazia um desenho de orifícios redondos ou ovais. As bordas eram então recobertas com pontos. Conhecido na Europa desde o século XVI, o bordado inglês foi particularmente popular de 1840 a 1880, quando foi usado em roupas de dormir e íntimas, mais comumente para crianças. A partir da década de 1870, uma máquina suíça passou a copiar, com sucesso, os modelos. No século XX foi empregado para adornar vestidos e roupas de verão, sendo ainda usado em roupas íntimas. 2. Tipo de fita bordada, podendo ter bicos em uma das margens e, entremeios de passa fita. São encontrados em várias larguras e cores.

 

Bordar. Fazer desenhos em relevo, na superfície de tecidos seja por meio de agulhas, ou no próprio tear.

 

Botão com 2 Furos. Indicado para peças de tecidos leves e casas verticais.

 

Botão com 4 Furos. Indicado para peças de tecidos pesados e casas horizontais. Os botões pequenos com 4 furos são usados para casas verticais e tecidos leves. Sem esquecer que em acabamentos de alta costura, deve-se fazer sempre o caseado à mão.

 

Botão. Peça fabricada em vários tipos de materiais como madeira, plástico, acrílico, osso, madrepérola, metal, etc., e nos mais variados modelos, cores e tamanhos. São utilizados para fechar uma abertura da peça do vestuário e também como parte decorativa desde o século XIV, embora sua importância dependa totalmente da tendência da moda. Vestidos e blusas eram feitos com vários botões pequenos. Em 1880, ressurgiu a utilização do esmalte, que foi popular no século XVIII, e também os botões feitos de vidro, porcelana ou cobertos de bordado. Essas tendências continuaram até a I Guerra Mundial, quando ocorreu um declínio acentuando na quantidade de botões utilizados. Nos anos de 1920, o movimento art déco fez voltar a atenção  aos botões, interesse que continuou durante a década de 30, estimulando sua produção em madeira, cortiça e plástico. Na época surgiram peças inovadoras, usadas como parte estratégica do modelo das roupas, costumavam assemelhar-se a cestas de frutas ou maços de cigarro. Mainbocher usou botões de pressão prateados. Rochas lançou-os em forma de livros abertos, Patou adornou seus trajes com botões em forma de vasos de flores, raposas, sereias e cobras. Schiaparelli, também utilizou modelos inusitados, principalmente o de acrobata para seu casaquinho cirque. Após a II Guerra Mundial ficaram menos decorativos e mais funcionais.

 

Botoeira. Abertura da casa de botão.


Brim (ou denin). Forte e sarjado, geralmente de algodão. Sarja de algodão de fios brancos e coloridos, originária da cidade francesa de Nimes. Atingiu o auge da sua popularidade na década de 1970 com a massiva fabricação de jeans. Tecido plano de armação diagonal em algodão. Os fios do urdume são crus, e os fios da trama tingidos por um corante indiano denominado índigo, de coloração azul, originando o nome índigo blue.

C

Caimento. Também pode ser chamado de queda, define-se como o grau maior ou menor de flexibilidade ou consistência que o tecido, a peça já confeccionada ou ainda parte da mesma, apresenta em termos de maleabilidade. Esta maleabilidade ou flexibilidade é o que faz cair ou apoiar-se sobre o corpo no sentido vertical com elegância.

 

Camelo. 1. Fibra animal que misturada com outras fibras é usada para confecção de agasalhos e ternos. 2. Nomenclatura de cor, um bege camelo.

 

Camurça. Pele curtida da cabra montesa, muito utilizada na confecção de roupas, bolsas e calçados.

 

Canelado (ou rib). Tipo de ponto usado em malharia artesanal ou industrial, provido de caneluras. Usado na tecelagem de acabamento e em muitos modelos de blusas, saias, vestidos, cardigãs, twinsets, suéteres e pulôveres.

 

Cânhamo. Fibra, fio ou tecido, originário da cannabis sativa, planta que também é matéria prima da maconha. Tem aspecto lenhoso e rígido, mas também pode produzir tecidos finos para cortinas, ou fios pesados para cordas. Pode também compor tecidos para lingerie com textura acetinada, resultado da alta tecnologia.

 

Canutilho. Miçanga de forma alongada e com brilho, usado para bordados em peças do vestuário de gala ou fantasia.

 

Canvas. Espécie de linho rústico e de alta resistência, em armação-tela com trama fechada. De tear plano, derivado do tafetá, pode ser também em algodão, cânhamo ou juta.

 

Carcela. 1. Tira de tecido com casas, que se costura de um dos lados da peça de roupa, para abotoar sobre o outro lado, em que estão presos os botões. 2. Termo de costura que faz a limpeza de aberturas de mangas compridas, principalmente da camisa masculina.

 

Casa de Abelha. Nomenclatura dada ao desenho fantasia, que tem como base pequenos losangos lembrando favos de mel. O efeito é conseguido por meio da maquineta, que altera o volume do urdume e da trama durante a tecelagem.

 

Casa. Abertura pela qual passa o botão.

 

Casimira. Termo genérico para um determinado tipo de tecido. Originariamente, era um tecido de lã mais largo que os outros, de trama sarjada e bem fechada com peso liso.

 

Cava Americana. Cava mais pronunciada, deixando uma parte do ombro a mostra.

 

Cava. Abertura ou recorte em volta do ombro e axila, na parte superior do vestuário, em que se pode ou não adaptar mangas.

 

Cavalo (ou gancho). Recorte de calças que vai do umbigo ao traseiro, passando reto pelo meio das pernas, e subindo na parte traseira até  a cintura.

 

Caxemira (ou cachemira). 1. Lã  natural da cabra cashemira, encontrada na Mongólia, China, Ira, Turquia e Afeganistão. Muito rara e preciosa por isso muito cara. Usada para roupas de agasalho, é ao mesmo tempo leve e quente. Posteriormente, foi combinada por outras fibras. 2. Tipo de estampa inspirada nos antigos modelos indianos, bastante cotados, especialmente no inverno

 

Cetim. Todo sedoso, brilhante e macio, feito de seda, algodão ou fibras sintéticas. Originário da cidade de Tsenthunj, porto chinês de onde era exportado durante a Idade Média. Normalmente, apresenta alta densidade de urdume. As armações de cetim, não possuem pontos interligados. Também é conhecido como raso.

 

Challis. Tecido de choque extremamente macio, seu nome teve origem dos índios americanos, shale que significa suave, possui textura semelhante à viscose. De tecelagem plana, é estampado com delicados motivos florais, persas ou efeitos de gravataria. Originalmente, foi confeccionado em lã cardada ou penteada, e posteriormente em algodão, raiom fiado, fio de seda e uma grande variedade de misturas. É usado para lenços, vestidos, blusas e vestuário infantil.

 

Chambray. Tecido de algodão mesclado e leve, com trama de tela.

 

Chamois. 1. Imitação da camurça, confeccionado em tecido plano ou malha. 2. Couro único e natural de ovelhas.

Chape. Tecido produzido com fragmentos de fios da seda.

Cheviote. Tecido leve feito de lã cardada, com superfície rústica levemente feltrada. Nome originário dos carneiros das montanhas de Cheviot, na Escócia. Utilizado para casacos esportivos e roupas masculinas.

 

Chevron (ou espinha de peixe). Herringbone em inglês, e chevron em francês. Tecido com armação que imita a forma da espinha de peixe, formada por contínuos. Padrão muito usado para lãs, podendo ser utilizadas duas cores ou dois tons, resultando num falso liso.

 

Chifon. Extremamente leve e fino, tecido produzido de fios torcidos, feito em seda, lã ou fibras sintéticas. Nas décadas de 1950 e 1960, os lenços de chifon foram populares como acessórios de moda.

 

Chintz. Do hindi chint, tecido estampado. De algodão, adquire brilho mediante a goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas, pássaros, sendo popular para forração, desde o século XV. A princípio, a maior parte do chintz era importada da Índia, mas à medida que a exportação aumentava no Reino Unido, os britânicos começaram a exportá-lo para a Europa. No início da década de 1980, foi muito utilizado para fazer roupas.

 

Chita. Tecido com fibras de algodão de baixa qualidade e resistência. Possui um estampado florido de cores fortes. Muda de nome conforme o tamanho de sua estampa, quando são miúdas é chamado de chitinha, quando são graúdas, chitão.

Cidarella. Tecido que tem o caimento igual à seda, feito de microfibra, usado principalmente na linha fashion. Suas características são ideais para climas quentes.

 

Cintura com elástico. O elástico é costurado diretamente no cós da calça, saia ou manga, dispensando botões e zíperes para o fechamento das peças.

 

Cloquê. Pequena abotoadura, de metal ou plástico, composta de gancho, o macho, e uma argolinha, a fêmea, para prender uma parte do vestuário a outra. O colchete, botão-delluva é composto de duas rodinhas de metal ou plástico, com um orifício de um lado e uma saliência do outro, em que se encaixam para abotoar uma peça. Podem ser colchetes de gancho, que são abotoaduras pequenas, para abertura da cintura e decote. Colchetes achatados que são próprios para abertura na cintura, no cós da calça. Colchetes de pressão que são presos na cabeça com costura à mão, e usados em tipos de abertura que não sofram pressão. Existem colchetes pequenos, utilizados em peças de tecidos finos e delicados, ou peças pequenas, e os grandes para peças de tecidos com mais expessura. Os colchetes de pressão também podem ser presos à peça através de uma máquina própria, e ser colocados em aberturas que sofram pressão.

 

Colorimento. Estudo de reprodução de cores, mediante análise e formulação adequada de receitas, que resultem na tonalidade desejada e totalmente aceitável em parâmetros visuais. O ser humano consegue distinguir aproximadamente vinte mil cores diferentes.

 

Composé. Tecidos de cores ou padrões usados juntos na confecção de peças, que se compõem de maneira combinada, mesmo que não sejam na mesma padronagem ou cor.

Confecção de Moda. 1. Execução de artigos de moda. 2. Empresa que fabrica artigos de moda.

 

Coolmax. Tecido com fibras que absorvem o suor, espalhando-o por toda sua área seca, cinco vezes mais rápido do que o algodão. É resistente a odores e fungos.

 

Cor Fria. Que passa a sensação de frieza, os azuis e os verdes, além de todas as cores em que elas predominem na sua composição, como por exemplo, o lilás azulado.

 

Cor Natural (ou crua).  Aquela que tem a coloração própria da natureza do material.

Cor Quente. Que passa a sensação de calor, os vermelhos e amarelos, além de todas as cores em que elas predominem na sua composição, como por exemplo,  o laranja.

 

Corantes Vegetais. São os presentes nas plantas em diversas partes como raiz, caule, folha, flores ou fruto. Quanto mais alta for sua localização, mais próxima da luz, consequentemente a cor será mais luminosa e efêmera. Os tons obtidos da parte mais baixa da planta, como a raiz, que é envolvida com pigmento mineral e óxido de alumínio, a chamada argila colorida, promove tintura mais densa, mais estável e mais duradoura, uma vez que possui ligação com os minerais.

 

Cordão (ou roliço). Fabricado em várias grossuras de fio de algodão, de seda ou artificial.

 

Corte com laser. O laser produz um feixe de luz, que pode ser dirigido até para um ponto micrométrico. No ponto em que o laser é concentrado, a densidade de energia é suficiente para queimar, vaporizar ou decompor o tecido. Pode ser cortado com o laser fixo e a mesa móvel. Este corte, porém, só pode ser usado se o tecido puder absorver a energia do feixe sem refletir, e se os produtos da reação forem rapidamente eliminados para não obscurecer o feixe. Nesse sistema é possível cortar o tecido com velocidade de até 200m/min e a qualidade do corte é perfeita.

 

Corte Enviesado. Corte contra o fio do tecido, que resulta em um caimento suave e drapeado.

 

Cós. Tira de pano colocada na altura da cintura, geralmente entretelada, que dá acabamento em calças, saias, etc.

 

Costura Aberta. União de duas partes de tecido, abertas posteriormente com ferro de passar roupa, que fica na parte interna da roupa. Própria para qualquer peça de vestuário, geralmente usada em peças com acabamento mais elaborado.

 

Costura com Viés. Acabamento dado à peça de roupa, usado também como ornamento, podendo ser do mesmo tecido ou diferente.

 

Costura com Vivo. União de duas partes de tecido, com uma tira roliça do tecido no entremeio, normalmente de cor contrastante à cor da roupa, funcionando como enfeite, que valorize a peça.

 

Costura Francesa (ou rebatida, sobrecostura). É uma segunda costura, para arrematar a primeira. Pode ser feita à máquina ou à mão.

 

Costura Inglesa. Consiste em unir as partes do tecido pelo lado direito, na beirada da fazenda, virando-se em seguida pelo avesso, para que se passe uma nova costura, prendendo as duas partes.

 

Costura Sobreposta. União de duas partes de tecido, em que uma se sobrepõe à outra, muito usada para napa ou couro.

 

Cotelê. Tecido estriado de algodão ou raiom, com pelo de veludo, muito durável. Até o século XIX, era associado a cavaleiros e lavradores. Foi utilizado para calções, casacos e trajes de caça. No século XX, tornou-se popular para roupas informais, principalmente paletós, saias e calças.

 

Cotton Lycra. Uma das mais importantes descobertas da modernidade. A união entre o algodão e a lycra, dando às peças, a elasticidade da lycra e conforto do algodão.

 

Couro. Pode ser usado na confecção de peças do vestuário, tendo a lâmina com até 2,5mm de espessura, considerado como material de luxo pelo seu alto custo. O sintético imita com perfeição as peles de animais, e são populares. Em épocas remotas, o couro era toscamente curtido ao Sol, e mantinha os pelos. Com o incentivo à preservação da natureza, apareceu a alternativa do couro vegetal, proveniente do látex da seringueira, porém inferior na sua fragilidade, produção lenta e cara. Seus centros produtores encontram-se no Brasil, principalmente na Amazônia e no Acre.

 

Crepe. Tecido fino, normalmente transparente, feito com fio torcido de seda, algodão, poliéster ou lã. Caracteriza-se por superfícies crespas ou enrugadas. O efeito é produzido de várias formas. Pelo uso de fios com alta torção em S ou Z, pelo uso de construções particulares e por tratamentos químicos ou térmicos, que proporcionam contrações diferenciadas no acabamento do tecido.

 

Cristal. 1. Tecido com efeito de brilho, que lembra o cristal. 2. Pedras aplicadas como acessórios nas peças de vestuário.

 

Crochê. Espécie de tecido elaborado manualmente com uma só agulha que tem um gancho na extremidade.

 

Croco Spandex. Couro sintético encorpado, resinado com policloreto de vinila.

 

Cross. Malha com 91% poliéster e 5% elastano. Fabricado pela TDB, seu ponto forte é a elasticidade.

 

Cru. Cor da maioria das fibras naturais, ainda sem beneficiamento. Com a chegada do estilo clean, tornou-se chique, mas também identifica etnias.

Cyber. Abreviatura do inglês, cybernetics. Adotado nos anos 1990, foi um estilo futurista, com ênfase nos tecidos sintéticos como plásticos, emborrachados e metalizados, inspirados em temas da cibernética.

D

Damart. Fibra termostática que produz isolamento térmico, sem reduzir a umidade. Tem propriedade médica, uma vez que se destina a pacientes especiais, aliando salubridade ao conforto. Também é indicada para pessoas alérgicas e sensíveis ao frio.

 

Damasco (ou dama). Tecido de origem turca com ligamento de cetim encorpado, de cor única, com fundo fosco, desenhos brilhantes e acetinados. Foi muito usado para vestuário, posteriormente se incorporou à decoração e peças de cama e mesa, como toalhas requintadas, conhecidas como adamascadas.

 

Damassê. Do tipo damasco. Tecido cuja trama e urdume são da mesma cor e o entrelaçamento dos fios forma o desenho em relevo. Foi muito usado para vestidos do século XIX e XX, associado principalmente à decoração.

 

Délavé (ou quarter dip, azul claro, baby blue). Processo curto de tingimento, muito usado na preparação de cambraia e denim leve. Ocupa um quarto do tempo gasto no procedimento padrão. O tecido recebe de dois a quatro banhos de corante azul, em vez de seis ou oito mergulhos, resultando um tecido com uma tonalidade bem clara de azul.

 

Denim. Brim em inglês, a palavra é uma corruptela do francês de Nimes. Tecido plano de armação diagonal em algodão, no qual os fios do urdume são crus e os da trama, tingidos por um corante indiano chamado índigo, de coloração azul, originando o nome índigo blue.

 

Destroyed. Destruído. Lavagem parecida com a estonagem, combinada com alvejamento. Nesse processo, é empregada uma quantidade maior de enzimas, que chegam a corroer a fibra, deixando a peça com aspecto de surrada, geralmente nas áreas onde o atrito é maior, como a barra e o cós, para ficarem puídas.

 

Devorê. 1. Método de adornar um tecido pela corrosão de um desenho em relevo sobre o fundo transparente. O motivo é aplicado por processo químico sobre o tecido trabalhado com pares de fios, fiados com fibras têxteis diferentes, uma delas é destruída pela ação do produto químico, revelando o desenho ou burn out. 2. Processo de estamparia pelo qual se aplica produtos químicos corrosivos sobre um tecido constituído por fibras de diferentes naturezas. Com as fibras naturais consumidas pelo ácido, o tecido ganha efeito de transparência.

 

Dicron. Malha stretch elaborada com microfibra e elastano, que garante a maciez e a elasticidade da peça. O diferencial deste produto é o brilho discreto, obtido através do uso de um fio iridescente, que emite pequenos pontos de luz com o movimento e a incidência da luz sobre a peça.

 

Donegal. Tweed de lã tecido manualmente, originário da Irlanda, que possui pequenas manchas coloridas, semelhantes ao tweed.

 

Double-face. Tecido duplo de algodão, lã, seda ou viscose, colorido ou com estampas diversas. Muito usado em roupas de cama, principalmente em edredons ou roupas para esporte na neve, além da alta-costura com o crepe de lã.

 

Dracon. Fibra sintética da classe do poliéster, semelhante ao tergal.

 

Dragona. Galão ou peça de metal com ou sem franjas, usada no ombro nos uniformes militares.

 

Drapeado (ou drapê). Franzido ou apanhado de maneira que forme ondulações, enrugando-se a fazenda.

 

Drill. Tecido rústico de linho, em geral cru, raiado ou listrado.

 

Dry Fit. Em inglês, caimento seco. Conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida e elastano. Suplex devido à sua estrutura e titulagem do fio, proporciona conforto ao usuário de peças esportivas, pela alta capacidade de transpiração.

 

Duffet. Tecido grosso feito com lã, com aspecto rústico, semelhante no direito e no avesso. É usado para paletós e coletes.

 

Duvenite. Tecido de lã, tratado para se obter um aspecto de veludo.

E

Eco Denim. 1. No Brasil, tecido fabricado com algodão colorido. 2. Tecido tinto com corantes naturais como índigo ou o urucum. 3. Tecido produzido a partir de técnicas que respeitam o meio ambiente. Assim, os resíduos dos banhos de tingimento, por exemplo, são filtrados ou reutilizados nos recipientes de água que abastecem a fábrica, no lugar de serem despejados na natureza.

Elastano. Fibra sintética elástica que tem composição constituída por pelo menos, 85% de poliuretano segmentado. Tem a aparência de um elástico encapado, que é incorporado à construção de tecidos, mantendo a elasticidade e garantindo estabilidade dimensional. Na indústria do jeans, a proporção de elastano varia, geralmente, entre 1% e 2%. Nesse caso, normalmente é empregado como fio de trama, para dar a sensação de conforto a quem veste a roupa. A marca mais conhecida desse tipo de fio, a ponto de quase virar sinônimo, é a lycra, da Invista.

Elasticidade. Propriedade que a fibra tem de retornar a sua forma inicial, após ter sido retirada uma carga, aplicada anteriormente no sentido longitudinal.

 

Elástico Bico de Pato. Para acabamentos de cavas e decotes, também muito usado em lingerie.

 

Embeber. Tipo de franzido que não aparece.

 

Emblema. Distintivo de uma instituição, sociedade, associação, etc., que se usa em roupas ou objetos das mesmas.

 

Emborrachado. Tecido com aplicação de resina que apresenta um aspecto de cobertura de borracha.

 

Embrossing (ou embossado). Tipo de acabamento com gravação de desenho em relevo, muito utilizado em laise e bordado inglês.

 

Embutir. Introduzir uma peça dentro da outra. Muito usado para bolsos.

 

Emenda. Remendo de tecido que se aplica a outro, para aumentar-lhe as dimensões, corrigir defeitos, etc.

 

Encerado. Tecido feito de algodão recoberto com cola ou verniz, para que fique com uma superfície brilhante.

 

Enfestador. Profissional que enfesta o tecido numa confecção. O trabalho consiste em dobrar o tecido em várias camadas, sobre uma mesa de corte, para posteriormente encaixar as peças do molde.

 

Entre pernas. Entre uma perna e outra.

 

Entremeio. Renda sem acabamento nas laterais, usada como acessório de costura, para ser costurada entre duas partes do tecido.

 

Entretela. Tipo de aviamento em tecido, material sintético ou fibra de papel, de várias espessuras e cores, podendo ter uma das faces adesiva. Utilizada entre duas partes de uma peça de tecido, com a finalidade de manter armadura ou firmeza. Como, por exemplo, golas, lapelas, punhos, coses, etc. Existe um tipo especial de entretela, cujo material é adesivo nas duas faces, muito utilizado para golas e lapelas de paletós, ou para fazer bainhas rápidas.

 

Envelope. Fechamento, mais aplicado em saias, que se cruza como um envelope, formando um transpasse.

 

Enviesado. Nome aplicado ao corte feito na diagonal do tecido.

 

Esmerilamento. Desgaste da peça em lugares específicos como barras, ou parte de cima dos bolsos, dando o efeito de desfiado.

 

Espatulado. Processo que imita o tingimento, através da estamparia, em que se estampa o tecido com um quadro, cobrindo toda a superfície do tecido com o desenho.

 

Estofo. Tecido produzido com lã, seda ou algodão, do tipo da entretela.

 

Estonagem. Processo de lavagem em tambores com pedras de argila chamadas de cinasita. Durante a lavagem, as pedras entram em atrito com o artigo, deixando-o com um aspecto batido e usado. Garantem também um aspecto desbotado e amaciado.


Evasê. Tipo de corte, normalmente de saia, mais amplo no seu término, próximo à barra. Pode ser enviesado ou não.

F

Failete. Tecido seco e armado, com fio brilhante sintético e trama de tela, normalmente usado para forro.

 

Faille. Tecido, levemente brilhante, de seda ou de outras fibras, com trama semelhante ao tafetá.

 

Fake Fur. Não tecido que imita pele animais.

 

Falbalá. Folho, guarnição de pregas semelhantes a um babado, usada em peças do vestuário.

 

Fast Pin. 1. Técnica de prender pinos de plástico em partes previamente escolhidas, para depois submetê-las à uma lavagem com atrito. No final, os pinos são soltos revelando rugas acentuadas. Nas camisetas com o tempo e as lavagens caseiras, o efeito vai desaparecendo. 2. Pino De plástico usado para pendurar etiquetas nas peças do vestuário.

 

Favinho. Tecido macio, mais leve que o piquê.

 

Feltro. Não tecido obtido pelo antigo processo de estofo produzido pela mistura de fibras animais, que sofrem pressão e calor. É encorpado e com aspecto de lã.

 

Festo. Refere-se à largura do tecido de ourela à ourela, ou de sua dobra à ourela.

 

Fibra de carbono. Produto desenvolvido pela NASA, que chegou às tecelagens do primeiro mundo. Altamente térmico, resiste ao calor e ao frio, tem poder de descarregar a eletricidade estática, relaxando os músculos e aliviando o stress.

 

Fibra Liocel. Nome genérico de uma fibra de celulose obtida por meio do processo de fiação com solvente orgânico, um dos seus concorrentes é o tencel, comercializado com o nome lyocel.

 

Fibra Natural. De origem vegetal, animal ou mineral. As vegetais são formadas, principalmente por celulose, e podem ter origem de sementes como o algodão, de talos como o linho, rami, cânhamo e juta, de folhas como o sisal ou de frutas como o coco. As fibras animais são formadas por substâncias à base de proteína, como a seda e a lã. E as de origem mineral, com o asbesto e o amianto.

 

Fibra Pura. Pré tratamento mais comum, o que faz com que a fibra fique limpa através da fervura. Os tecidos que são levados a esse procedimento, são o algodão, a seda e algumas fibras sintéticas.

 

Fibra Sintética. Uma das maiores revoluções na indústria têxtil, consequentemente da moda. São reproduzidas quimicamente, e cada vez mais se tornam semelhantes aos modelos naturais. A primeira fibra sintética foi o rayon. Depois foram inúmeras, mas duas grandes estrelas são a lycra e a micro-fibra.

 

Fil-a-fil. Tecido com listras verticais muito finas causadas pelo uso de um fio de cor e um fio branco, intercaladamente, tanto no urdume com ona trama, criando um efeito especial.

 

Filet. Trabalho artesanal que é ainda praticado por algumas comunidades, como a dos pescadores das regiões litorâneas. Também pode ser mecanizada, como por exemplo, aquelas que produzem as meias arrastão. A renda industrializada pode ser de náilon, é chamada de renda química, e tem um custo muito menor que a artesanal.

 

Fileté. Tecido com base de tela, feita com fios tintos diversos mais finos e mais grossos, que produzem relevo sobre o fundo. Quase que extinto, tinha cores contrastantes ou tom sobre tom.

 

Filó (ou tule). Tecido transparente de seda, algodão ou náilon, que tem a trama em forma de rede com furos redondos ou hexagonais. Muito usado em véus, vestidos habillé, saiotes de balé, cortinados ou como base para rendas.

 

Fimbria. Franja, orla, guarnição para roupas.

 

Fio Botonê (ou borboleta). Quando um dos cabos se enrola fortemente sobre o outro durante um breve trecho, formando assim um botão. Durante o processo de fiação, algumas fibras se embaraçam entre si e enrolam-se, formando pequenas bolinhas que lembram miniaturas de ninhos de passarinhos. Normalmente o processo de fiação elimina tais bolinhas, não permitindo que sejam incorporadas ao fio. O procedimento inverso, para se conseguir o fio com espessura regular, é a produção proposital de tais irregularidades.

 

Fio Bouclê. De aspecto encrespado, obtido pela retorção de um fio de efeito sobre um filamento contínuo. Também pode ser obtido por técnicas artesanais, produzindo vários efeitos.

 

Fio Cardado. Passa por um processo de fiação mais simplificado, possui fibras curtas por não passar na penteadeira, propiciando uma maior formação de pilling, bolinhas no tecido e, neps, defeito na regularidade do fio. Sua qualidade é inferior ao fio prateado, sendo usado principalmente na fabricação do brim.

 

Fio Cascame. Quando a matéria prima é composta de resíduo de algodão, de fibras muito curtas, de desperdícios de outros processos de fiação ou mesmo da recuperação de fibras já fiadas e tecidas.

 

Fio Chenile. Tem a mesma forma de franjas curtas e grossas, com o tapete.

 

Fio Core Yarn. Do inglês, fio com alma, são linhas de costura constituídas por vários fios retorcidos entre si. Cada um destes fios é constituído por um filamento sintético revestido de fibras têxteis descontínuas, naturais, sintéticas ou artificiais. Dada à sua utilização, trata-se nestes casos de fios com alma dura, isto é, fios com alma não elástica.

 

Fio do Viés. Quando o tecido é utilizado no sentido enviesado, dando a impressão de um caimento elástico, mole e flexível.

 

Fio Flame. De espessura heterogênea em todo o seu comprimento, obtido pelo processo de fiação ou retorção. O tecido composto deste fio tem aparência manchada em forma de labaredas e apresenta trechos mais grossos no sentido do comprimento. Quando usado na tecelagem obtém-se o shantung.

 

Fio Gazado. Que passou pelo processo de mercerização e, posteriormente, processo de queima. Tem aspecto bem liso e brilhante.

 

Fio Granitê. Com aspecto de granulado delicado na sua superfície ou não, como o crepe em suas diversificações, que podem ser percebidos apenas com o toque das mãos.

 

Fio High Bulk. Feito com fibra acrílica pura ou mesclada com lã, apresenta aspecto volumoso e lanoso.

 

Fio High Twist. De linho, dá aspecto de amassado.

 

Fio Mélange. 100% de algodão com características de mescla, que é obtida no processo de fiação com o tingimento da pluma do algodão.

 

Fio Mercerizado. Geralmente retorcidos e levam o nome de linha. Podem ser do tipo cardado, mas normalmente são de um processo feito nos fios penteados. Adquire um aspecto sedoso, liso e brilhante, além de ter sua resistência aumentada com cores mais brilhantes e vivas. A mercerização é obtida se tencionando as meadas de fios, em banho de solução de soda cáustica. O processo é lento e pouco produtivo, além de apresentar uma perda de 8 a 10% no peso do fio, esses fatores acabam por encarecer o produto final.

 

Fio Mescla. São fios cardados ou penteados, em que uma parte da massa de fibras foi tinta antes do processo de fiação, e, posteriormente, mesclada com fibras não tintas. É possível também obter a mesclagem a partir de fibras tingidas em duas ou mais cores diferentes.

 

Fio Molinê. Quando se retorce dois fios da mesma natureza ou diferentes, porém em cores distintas, temos então, o efeito molinê. É comum unir um fio de filamento com um fio fiado a partir de fibras para sua produção. Alguns cuidados devem ser tomados para que não haja efeitos de superposição de torções.

 

Fio Natural. Obtido diretamente da natureza com filamento feito por processos mecânicos de torção, limpeza e acabamento. Pode ser retirado da folha, do fruto, da casca ou do lenho. As principais plantas têxteis são o algodoeiro, fibra de algodão, a juta para confecção de cordas, sisal que é parecido com o linho, o linho do caule de filamentos rígidos e o rami, que também é muito utilizado como o linho.

 

Fio Reto. Quando a roupa é cortada no tecido, de maneira que o seu fio longitudinal tombe na vertical. Seu caimento é firme e não possui elasticidade.

 

Fio Retorcido. Formado por dois ou mais cabos, de cores iguais ou diferentes, retorcidos entre si.

 

Fio Sintético. Obtidos através de processos industriais químicos ou, de polímeros químicos, que são transformados posteriormente em fibras sintéticas.

 

Fio Voal. Fiado com uma torção menor que o fio crepe de aspecto liso.

 

Fire Wash. Tipo de lavagem realizada em jeans escuro, índigo ou black, com corantes vermelhos, que produzem tons próximos ao do fogo ou ao terra barrenta. O efeito obtém melhor resultado com peças já confeccionadas.

 

Flame. 1. Textura de tecido. 2. Efeito obtido não pela irregularidade na matéria-prima, mas por um mecanismo acoplado no filatório que, em certos momentos, produz uma sobre alimentação de fibras, quando o fio está se formando. Esse processo de fibra produz um engrossamento regular no fio que, por seu formato se parecer com uma flama ou chama de vela, originando seu nome. É um efeito muito usado para todos os tipos de tecidos.

 

Flocado. 1. Tecido de algodão fino como cambraia, estampado com flocos de fibras curtas de raiom, que são aderidos com cola. 2. Tipo de estamparia usada em silk-screen, sinônimo de emborrachado, que dá relevo ao desenho.

 

Flocagem. Método de ornamentação, no qual o tecido é estampado com uma substância adesiva, sobre a qual se aplicam partículas minúsculas de fibras têxteis pelo processo de jato de ar, pulverização ou atração eletrostática.

 

Foncé. Palavra de origem francesa, que significa sombreado, escurecido. Cores, fios e tecidos sombrios ou escuros.

 

Frisé. Igual ao efeito plissado, encrespado ou frisado. É encontrado na anarruga, por exemplo, embora neste tecido haja um encolhimento dos fios da trama e não do urdume.

 

Froissé. Do francês froisser, amarrar. Tecidos que receberam acabamento para ficar com aspecto amassado.

 

Fundilho. Fundo da calcinha ou biquíni, sempre forrado com tecido normalmente de algodão.

 

Furta-cor. Termo que descreve o tecido, cuja cor se altera de acordo com a luz projetada.


Fustão. Tecido com o avesso liso e macio, o direito em relevo, canaletas finas ou losangos do tipo casa de abelha. Em geral de algodão, também pode possuir fibras de lã, linho ou seda.

G

Gabardina (ou gabardine). Tecido sarjado em algodão, lã ou outras fibras, em trama de superfície homogênea com efeito de estrias finas e diagonais em relevo. Indicado para a confecção de ternos, casacos, calças. Assemelha-se ao brim, porém é mais fino. Quando pré-encolhido e impermeabilizado serve para confecção de capas de chuva e sobretudos.

 

Gala. Traje para ocasiões formais.

 

Galão (ou grega). 1. Tira colorida, dourada ou prateada, feita de seda ou algodão, às vezes com fios de metal Aplicada em uniformes militares, vestuário em geral ou fantasias. Nos mais variados modelos, larguras e padrões. 2. Fita com ponta dourada usada no boné, ou em mangas de fardas como distintivo.

 

Gancho de Metro. Tira de tecido com ganchos machos e fêmeas embutida em tiras separadas. Usada para fechamento de corpete, cinta, calça, vestido, etc.

 

Ganga. Tecido forte amarelo ou azul, originário da Índia.

 

Garança. Planta trepadeira com flores amarelas, de cuja raiz se extrai uma substância vermelha, muito importante nos processos de estamparia.

 

Gargantilha. Peça usada por aborígines de várias partes do mundo. Colar rente ao pescoço formando uma espécie de coleira na garganta, muito em moda em diversas épocas, destacando-se na belle époque. Posteriormente, integrou o guarda-roupa feminino, como qualquer bijouteria usada no pescoço.

 

Garment. Termo técnico universal que significa tecido.

 

Garment Dye. Processo de tingimento para artigos confeccionados em fundo pré-tratado, cuja característica dependerá do tipo de corante e procedimento utilizado. Existe o garment dye reativo que dá um aspecto mais brilhante e solidez na cor, e o garment dye por pigmento que dá um aspecto um pouco mais envelhecido.

 

Garment Wash. Processo de lavagem para tecidos coloridos, com finalidade de pré-encolher a peça, e em alguns casos melhorar o toque. As peças que sofrem este processo apresentam leves efeitos de marcação nas costuras.

 

Gaufer. Método de estamparia que utiliza ferros quentes, ou cilindros gravados, para imprimir desenhos, fixando-os por calor.

 

Gaufrê. Tecido calandrado a quente com cilindros cravados, para obter efeitos de relevos.

 

Gauge. Unidade de medida com diversos significados. 1. O número de agulhas em uma polegada e meia, na base de agulhas, ou no cilindro de alguns tipos de máquinas. Derivada do significado original da preparação das máquinas full-fashioned de meias. 2. Com referência à agulha de malharia, indica a espessura do corpo da agulha. 3. No tecido, refere-se à construção. 4. Em máquinas de fiação, o termo é usado em relação ao espaçamento dos fusos.

 

Gazar. Tecido semelhante à organza de seda com trama de cetim.

 

Gaze. Tecido plano e fino de algodão de trama aberta, usado desde o século XIX, originário da Índia. A gaze sempre foi usada, principalmente, como tecido para artigos domésticos e para entretelar roupas. Durante as décadas de 1960 e 70, foi empregada na confecção de vestuário, tingida em várias cores fortes e bordada. Grande parte dos vestidos, saias e blusas em estilo camponês usada na época era importada da Índia.

 

Gelatinoso. Bem próximo ao tecido líquido, também sofre um processo industrial inovado, que serve para embelezar o tecido. O processo de acabamento é feito no veludo, dando a sensação de couro com brilho, sugerindo o efeito gelatinoso.

 

Georgete. Tela em tecido aberto muito fina e leve. Tradicionalmente em tecido plano e feita, habitualmente, com dois fios em torção no sentido esquerdo (S), e dois no sentido direito (Z), alternados tanto no urdume quanto na trama.

 

Ginghan. Tecido listrado ou xadrez em algodão, lã ou fibras químicas. Originário da Malásia, é o tecido de algodão da Índia Oriental.

 

Giro Inglês. Tecido que imita a gaze inglesa. Leve e transparente, que não esgarça, tem estrutura aberta amarrada por fios de urdume, que se cruzam como malhas. Conhecido também como leno, originário de Lyon, na França.

 

Glamour. Encanto pessoal.

 

Godê. Corte no tecido enviesado, proporcionando mais amplitude e um caimento de efeito.

 

Gola Alta. Estruturada, cobrindo todo o pescoço, pode ser em tecido com elastano, fechada por botões ou por zíper.

 

Gola Babador. Que apresenta na frente junto ao pescoço, um peitinho como se fosse um babador, podendo ser em renda, nervura, bordado, etc. Foi muito popular na década de 80.

 

Gola Borboleta. Extremamente larga nas laterais, chegando a passar da lista dos ombros. Na frente, duas pontas descem quase até a cintura, dando a aparência de uma asa de borboleta. No início da década de 1980, foi uma inovação.

 

Gola Canoa. Em forma de canoa, vai de um lado ao outro do ombro, em linha reta ou arredondada.

 

Gola Capuz. Pedaço de tecido preso ao decote de uma roupa, na parte de trás, que pode ser usado como capuz ou ficar drapeado na frente e atrás. No século XX, suéteres e vestidos com esta gola entraram em moda, cortados de maneira que o drapeado caia em dobras macias ao redor do pescoço e sobe o peito.

 

Gola Chinesa. Alta, de forma mais arredondada na frente, envolvendo a circunferência do pescoço.

 

Gola Claudine (ou redonda, escolar). Com colarinho redondo, rebatido, muito usada nos uniformes escolares. As blusas são fechadas  na frente por abotoamento e rematadas sob a gola com uma gravata ou um laço de fita de gorgorão.

 

Gola Encharpe. Tipo de encharpe costurada diretamente no decote.

 

Gola Gravata. Que se prolonga em pontas soltas, que podem ser amarradas na frente da blusa de maneira variada.

 

Gola Laçarote. Em forma de laço.

 

Gola Mandarim. Alta e próxima ao pescoço, semelhante à usada na túnica dos mandarins, ou seja, magistrados chineses.

 

Gola Marinheiro. Confeccionada de tecido pesado, em duas camadas costuradas juntas, cortadas num quadrado que cai nas costas, e vai se estreitando até formar uma ponta na frente, no qual se amarra um laço. Muito usada pelas mulheres na década de 1920.

 

Gola Mista. Tem propriedades de duas golas diferentes em uma única peça, do lado esquerdo uma forma diferente da do lado direito.

 

Gola Olímpica. Com laterais altas envolvendo o pescoço, podendo ou não ser enrolada. Normalmente, confeccionada em malha.

 

Gola Palhaço. Fica sempre amarrada, sendo aberta para o processo de abotoamento, no meio da frente ou nas costas.

 

Gola Peter Pan. Chata e redonda, de cinco a sete e meio centímetros de largura, às vezes bem engomada em homenagem ao herói infantil de J.M.Barrie. Foi muito usada pelas mulheres na década de 1920, contribuindo para as silhuetas de menino da época.

 

Gola Pierrô. Com babados em volta do decote, lembrando a gola da fantasia do mesmo nome.

 

Gola Polo. Na virada do século XIX para o XX, era uma gola de camisa masculina, branca, redonda e engomada. Gradativamente, o nome passou a descrever uma gola assentada, alta e circular, virada para baixo em torno do pescoço e frequentemente usada em malhas e roupas esportivas informais.

 

Gola Roulê. Alta e justa, em malha ou pulôver.            

 

Gola Smoking. Modelada junto com a parte da frente, não apresenta costura na peça e sim faz parte dela, sempre com formas arredondadas.

 

Gola U. A partir do início da década de 1950, apareceu em blusas, casaquinhos e costumes. Da forma da letra de seu nome, é uma gola profunda.

 

Gola Xale. Grande e arredondada chega a cobrir os ombros. Foi muito usada nos anos 1940.  

 

Gold Wash. Tipo de lavagem em jean, que tem uma base estonada com sobretinta em tom cáqui, dando efeito de envelhecimento.

 

Gótico. Tribo ou grupo de jovens, herdeiros dos punks, que cultuam a morbidez, adoram passear em cemitérios e viver num estado de espírito que reflete ideais e pensamentos negativos. O visual é construído de capas negras, maquiagem pesada e corte de cabelo agressivo.

 

Grade de Tamanho. A quantidade de peças de uma coleção cortadas de cada tamanho, que são confeccionadas ou vendidas.

 

Grafismo. Tipo de estamparia baseada em motivos gráficos ou geométricos.

 

Grinalda. Enfeite para a cabeça composto de flores, folhas, ramos, pedrarias ou outros materiais.


Grounge. Gíria americana que define porcaria ou sujeira, surgiu no início da década de 1990. Em moda, significa um estilo desleixado, inspirado nas bandas de rock de Seattle, como Nirvana, Alice in Chains ou Pearl Jam. Visual composto por gorro de lã, camiseta oversize, camisão de flanela xadrez amarrado à cintura, bermudão abaixo do joelho e meias caídas com botinas. Pode também incorporar peças rasgadas, usadas pelo avesso, costuras aparentes e estampas patch-work.

H

Hardstyle. Do inglês, estilo duro. Definição do estilo de música eletrônica e techno trance. Em moda, um estilo agressivo usado em peças do vestuário, geralmente com cores escuras, e adornadas com materiais pesados e metálicos. Como, por exemplo, o estilo punk e o metaleiro.

 

Harper's Bazaar. Em 1867, Fletcher Harper, editor americano, lançou a Harper's Bazar, revista feminina  que abordava moda e assuntos domésticos. Foi publicada semanalmente até 1901, quando se tornou mensal. Em 1912, Harper's Bazar foi comprada pelo império Hearst de publicações. E em 1929, tornou-se uma revista de grande influência sob a direção de Carmel Snow, que promoveu estilo, fotografia e ilustração.

 

Haute Couture. Da palavra francesa couture, que significa costura ou trabalho de agulha. Significa estilo e execução de alta qualidade. O estilista ou couturier cria modelos com base numa toile feita de linho fino ou musselina, a qual leva o nome do cliente. As peças decalcadas da toile são então executadas. Em 1868, foi fundada em Paris o Syndicat de La Couture Parisienne, atualmente Chambre Syndicat de La Houte Couture, para evitar que modelos fossem plagiados. Contava com um grupo numeroso de especialistas, que faziam botões, luvas, bijuterias, chapéus e adornos com altíssimo nível de qualidade. A haute couture, ou alta-costura, tornou-se trabalhosa e cara. No final da década de 1950, muitas maisons haviam fechado, abrindo caminho para o prêt- à-porter, bem mais acessível. Na segunda metade do século XX, alguns costureiros concederam à indústria, a permissão de usar seus nomes em cosméticos, perfumes, bijuterias, meias finas, peças de moda em geral e acessórios domésticos. mediante pagamentos de taxas ou royalties que variavam conforme o contrato de cada licenciamento.

 

Hells Angels. Anjos do inferno. Famoso grupo de motociclistas norte-americanos dos anos 1960.

 

Hena. Planta originária do Oriente e norte da África, da qual foram usadas as tinturas mais antigas para o cabelo. Cleópatra, rainha do Egito, misturava hena com sangue e leite de vaca, e aplicava nos cabelos, para dar um tom escuro e levemente avermelhado, além da textura sedosa.

 

Heroin Chic. Estilo, atitude e modelos produzidos de forma mórbida para desfiles e fotos, como se fossem usuários de drogas. O movimento foi combatido, ainda que seus criadores quisessem passar um rótulo de chique.

 

High Tech. Expressão referente à alta tecnologia, aplicada à indústria da moda, em geral para tecidos, acessórios, aviamentos, embalagens e desfiles.

 

Hip-hop. Movimento que deu origem ao estilo, teve seu início na cultura negra americana, sobrevivendo ao pop da década de 1980, rap e break dance. Estética de cultura, gerada em torno do esporte, avalizada pelas grandes marcas de sport wear, e impulsionada pela comunicação de massa.

 

Hippie. Movimento que teve início durante o período da guerra do Vietnã, nos Estados Unidos, em protesto a mesma e à violência, pregando a volta à natureza e à vida simples, de todos que viviam na terra. Suas roupas, quase sempre baseadas em roupas já usadas, conseguidas através de lojas especializadas, ou mesmo dos baús dos avós, inspiraram vários movimentos da moda, a partir dos anos 1970. Os cabelos masculinos compridos, pés descalços, saias e blusões em patch-work, deram o aspecto pauvre, o pobre chique de época, que sucedeu o auge do movimento.

 

Hit. Aquilo que está na moda, que todo mundo quer usar, que é muito vendido.

 

Home Wear. Vestuário confortável e descontraído, comumente utilizado em casa ou em passeios informais.

 

Hot Pants. Do inglês, calças quentes. Foi batizado assim em 1970, pela revista americana Women's Wear Daily. A moda do short de veludo adornado com bordados, lantejoulas e pedrarias.


Hype. Palavra inglesa que define um sucesso do momento. Na moda, é o que torna uma roupa ou um acessório obrigatório no guarda-roupa dos antenados.

I

I

Ilhós. Aro de metal, plástico ou outro material. Aplicado à uma peça torna-se orifício para passar cordões e fitas, ou simplesmente um acessório.

 

Índigo. Corante azul muito empregado no tingimento do fio de urdume, na fabricação de tecidos da linha jeans wear. O corante natural índigo é conhecido há milhares de anos, extraído de várias plantas, sendo a principal delas a indigofera tractoria. No final do século XIX, o insumo natural foi substituído por um produto sintético, desenvolvido em 1880 pelo químico alemão Wilhelm Adolf von Baeyer, ganhador do Prêmio Nobel de Química, em 1905. A fabricação em larga escala do produto só foi possível, depois que Karl Heumann encontrou uma técnica mais barata de se obter o índigo sintético em 1897. Desde então, o corante natural perdeu seu espaço comercial.

 

Império Neoclássico. Corte de vestido que deslocou a cintura para baixo dos seios, marcando-os. O tecido descia até o tornozelo nos vestidos de festa. Foi o mesmo corte usado no vestido trapézio, em que o busto ficava marcado, sublinhado por um laço, cinto ou fita. Usado durante o período napoleônico de 1804 a 1814, sob o nome império e posteriormente diretório.

 

Império. Tendência alternativa composta de vestido ou blusa com corte abaixo do busto e saia solta no primeiro caso.

 

Impermeável. Capa de chuva que também é conhecida pelo seu nome britânico, trench-coat. Entre as marcas famosas, destacam-se a Burberry e a Machintosh.

 

In. Termo inglês que significa dentro. Tudo aquilo que está na moda.

 

Indumentária. 1. Traje, vestuário, conjunto de vestes de um determinado povo ou época. 2. Arte ou história do, vestuário.

 

Indumento. Veste, traje, vestuário.

 

Iridescente. Que mostra as cores do arco-íris.


Irisado. Que tem matizes brilhantes e nacarados. Termo usado para jóias, bijuterias e até tecidos com fios metálicos.

J

Jabot (ou jabô). Apesar de os homens terem sido os pioneiros, por ser uma espécie de gravata, acabou tornando-se bastante feminino, feito com um ou mais babados franzidos ou superpostos enviesados.

 

Jacquard. Complexo método de tecelagem, inventado por Joseph Jacquard, entre 1801 e 1804, em que uma maquineta no topo do tear, fixava e operava um conjunto de cartões perfurados de acordo com o motivo desejado. Os cartões perfurados, em conexão com as engrenagens e cordas, regulavam a subida e a descida dos fios de urdume. A malharia jacquard é baseada nos princípios do sistema de tecelagem. Os tecidos simples ou elaborados com desenhos podem incluir brocado, adamascado, tapeçaria e uma infinidade de padronagens.

 

Janis Joplin. Grande cantora branca de blues, ícone da geração Woodstock.

 

Japona. Paletó pesado reto, com comprimento até o quadril, usado originalmente pelos operários do século XIX. Em 1920, o modelo foi adaptado para criações elegantes na linha sportwear, tanto para homens como para mulheres.

 

Jaqueta. Casaco curto, a princípio de comprimento na cintura, usado só por homens. Depois, surgiram jaquetas esportivas, um pouco maiores para ambos os sexos.

 

Jaquetão. Paletó com transpasse na frente, podendo ter quatro ou seis botões.

 

Jardineira. Saia, calça, short ou bermuda com alças, que passam sobre os ombros e se cruzam ou não nas costas.

 

Jeans. Transformação da palavra gênes, nome francês para Gênova, cidade portuária na Itália, que acabou batizando as resistentes calças de trabalho usadas pelos marinheiros, confeccionadas em tecido grosso de algodão, originalmente fabricado em Nimes, França. Durante a década de 1850 Levi Strauss lançou jeans de brim em São Francisco, Califórnia, como roupa de trabalho para mineradores de ouro, tendo seu auge nos Estados Unidos na década de 1950. Desde então os modelos são os mais variados possíveis, justos ou baggy, saint-tropez  ou boca-de-sino, bordados com flores ou remendados, clássico ou stretch, etc. Nos anos de 1950 e 1960, também, foram denominadas como calça rancheira.

 

Jeans Wear. Linha de vestuário que surgiu em meados dos anos 1950 expressando a cultura norte-americana, em que são utilizados o brim e o índigo blue, sempre associados a trajes informais, independente do corte ou do modelo.

 

Jermin Street. Rua nos arredores de Picadilly Circus, em Londres, que liga a Regent Street e a St. James Street. Trata-se do local dos fabricantes de camisas mais conhecidos do mundo com certificado de origem do tipo de camisa tradicional inglesa. Alguns dos seus nomes imortais são Turnbull & Asser, Harvie & Hudson, Hilditch & Key, New & Lingwood, T.M.Lewin & Sons e Thomas Pink.

 

Jérsei. Fio macio e elásticos usado pela primeira vez na ilha de Jersey, canal da Mancha, no final do século XIX, para roupa sport wear e externa. Foi na época associado à atriz Lillie Langtry, The Jersey Lily, que ajudou a popularizá-lo. Nos anos de 1920, era empregado em vestidos e conjuntos de duas peças, sendo o tecido mais elegante da época. A partir do século XX, foi feito de algodão, náilon, raiom, lã ou fibras sintéticas.

Jimi Hendrix. Famoso cantor e guitarrista americano, especialmente entre os jovens dos anos 1960, que se tornou um ícone da época. Integrante do movimento hippie traduziu em suas canções a insatisfação com o mundo, que criticava duramente.

 

Jodhpurs (ou calça culote). Originam-se dos soldados indianos, usadas no período da colonização inglesa. Tinham as pernas afuniladas nos tornozelos, presas com botões e fartos panos nos quadris.

 

Jogging. Peça que veio com o culto ao corpo e ao esporte. Roupa de corredor, a princípio composta por suéter e calça, com detalhes sanfonados. Seu material básico era o malhão de algodão e o moletom, depois foram vistas nas mais variadas versões, modelagens e tecidos.

Jumper. 1. Blusão, espécie de avental. 2. Blusa ou colete de tricô, sem abotoamento. 2. Macacão ou vestido do estilo da jardineira.

K

Kaftan (ou caftan). Tipo de veste longa e aberta na frente com mangas compridas e largas, originalmente em forma de um trapézio. Usada pelos turcos e judeus, no início, eram confeccionadas em tecidos adamascados ou repletos de ornamentos. Adaptado para o vestuário feminino ocidental. foi apresentado por Dior e Saint Laurent na década de 1950, para ser usado sobre vestidos de noite.

Kelly. Bolsa de mão dos anos de 1950 e 60. Estruturada e com alças curtas, criada pela grife Hermes, homenageando a musa Grace Kelly. Adotada mais tarde por mulheres elegantes, tornou-se um símbolo de status.

 

Kilim. Tapete oriental com desenhos geométricos e uma grande variedade de cores. A moda incorporou a padronagem kilim, principalmente em peças de inverno.

 

Kilt. No século XVII, o kilt já havia se identificado com a Escócia, consistia numa saia, com cerca de sete metros de tecido tartã, sendo a maior parte pregueada, exceto o último meio metro em cada extremidade. As extremidades não eram pregueadas, eram cruzadas uma sobre a outra na frente, e presas por fivela ou alfinete grande. Como peça de moda para mulheres, o kilt é habitualmente, a saia sem xale, usada desde a década de 1940. Nas versões modernas, são feitas com aproximadamente dois metros de tecido de lã, e não seguem a tradição escocesa. Foram especialmente populares durante os anos de 1970, fazendo parte dos trajes de Ivy League e Preppie.

 

Kimon (ou quinomo). Traje japonês solto de mangas amplas, com uma faixa larga presa em volta da cintura. Foi levado à Europa no final do século XIX. A peça se tornou um símbolo de vanguarda, sintetizando ideias, traços e conceitos especiais japoneses. Na moda, o quimono tornou-se popular no final do século XIX e início do século XX, usado como alternativa do vestido de chá.  Suas linhas minimalistas eram frequentemente imitadas em figurinos hollywoodianos na década de 1930. No decorrer do século XX, a modelagem do quimono foi usada também para robes.

 

King's road. Rua principal do bairro de Chelsea, em Londres. Foi cenário de muitas tendências da moda, desde a proliferação das butiques na década de 1960. A King's Road tornou-se o centro da moda, no final dos anos 70 como ponto preferido dos punks.

 

Kitsch. Palavra de origem alemã, que designava materiais de mau gosto. Com moderação, produz um efeito divertido na moda.

L

La Belle Époque. Foi considerada uma época de ouro para a beleza, a inovação e a paz entre a França e seus vizinhos europeus. Novas invenções tornaram a vida mais fácil em todos os níveis sociais, e a cena cultural estava em efervescência com os cabarés, o cancã e o cinema. O mundo conhecia novas formas com o Impressionismo e a Art Nouveau. A arte e a arquitetura, inspiradas no estilo dessa era, em algumas culturas foram chamadas algumas vezes de estilo Belle Époque. Também é a expressão que designa o clima intelectual e artístico do período, que foi aproximadamente de 1880 até o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. Foi uma época marcada por profundas transformações culturais, em que se traduziram em um novo modo de pensar e viver o cotidiano. Com seus cafés-concertos, balés, operetas, livrarias, teatros, boulevards e alta-costura, Paris era considerada, o centro produtor e exportador da cultura mundial. A cultura boêmia, imortalizada nas páginas do romance de Henri Murger, "Scènes de la Vie de Bohème" de 1848, foi um referencial de vida para os intelectuais brasileiros, leitores ávidos de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Zola, Anatole France e Balzac. Ir a Paris pelo menos uma vez por ano, era quase uma obrigação entre as elites, pois garantia o vínculo com a atualidade e o mundo.

 

Lã. Fibra natural animal proveniente da tosquia de ovelhas e carneiros. Utilizada desde a idade da pedra, tendo evoluído de uma fibra grosseira na antiguidade para uma fibra nobre, através da seleção de raças de animais produtores. Derivada do pelo da ovelha que, depois de tosquiada, é processado industrialmente para uso têxtil. O tecido, feito de lã, serve como isolante térmico, não esquenta tanto sob o Sol, mantendo a temperatura do corpo em média de 5 a 8 graus mais baixa, em comparação com os tecidos sintéticos expostos ao Sol. É naturalmente elástica, portanto, mais confortável e não amassa.

 

Laço. Nó composto por duas ou mais alças, que se desata sem esforço.

 

Lacoste. Etiqueta francesa vinda de René Lacoste, campeão mundial de tênis de 1920, que usou a primeira camisa desse estilo. O nome foi usado para designar um tipo de malha de algodão puro usada na camisa, que foi batizada de polo e tinha o jacaré como marca símbolo.

 

Laise. Tecido de algodão bordado.

 

Lamê. Tecido de seda com fios metálicos dourados ou prateados, originado da palavra francesa lamiê, adornos.

 

Lantejola (ou lantejoula, paetê). Pequena palheta circular, geralmente em metal, que tem um orifício central por onde se enfia a linha para prendê-la ao tecido. Utilizada para ornar vestidos, bordados, etc.

Lapela. 1. Parte da gola que se dobra para fora em ambos os lados. 2. Parte frontal de um blazer ou casaco.

 

Laquê. Produto líquido da área da beleza destinado ao cabelo, muito usado nos anos 1960.  Seu objetivo era endurecer o penteado, sendo capaz de formar uma verdadeira couraça, caso não fosse aplicado corretamente.

 

Laser. Técnica usada para marcar as peças através do raio de laser. A aplicação é feita por equipamento computadorizado, também conhecido como robô de aplicação. Como se trata de alta tecnologia, os equipamentos ainda são considerados caros, e nem todos os beneficiadores contam com uma demanda que justifique o investimento.

 

Látex. Emulsão leitosa de proteína, goma, resina e outras substâncias, produzidas por células de plantas como a seringueira, quando sua casca é cortada, podendo ser coagulado com ácido lático, e condensado em folhas ou solidificado em borracha.

 

Lavagem. A tecnologia emprestou muitas novidades à área têxtil. O índigo, tecido mais conhecido como jeans, pode se transformado em diversos aspectos de acordo com a tendência do momento. Desde o simples amaciamento, ao mais sofisticado sandwashed, jato de areia, as mudanças são muitas para dar o ar de envelhecido, sempre com as peças prontas, garantindo a aparência de peça usada e gasta em determinados lugares. Há também o stone washed e, o old stone, ambos feitos com a ajuda de pequenas pedras vulcânicas.

 

Lavagem à Seco. Processo criado em 1849, pelo alfaiate francês, Monsieur Jolly Bollin, que descobriu a terebentina, que servia para retirar manchas. No final do século XIX, já era possível limpar a peça inteira, em vez de retirar a parte manchada, e depois costurá-la novamente, o método foi muito usado pelos primeiros profissionais de tinturaria.

 

Lãzinha. Tecido leve de lã ou de fibras sintéticas, semelhante à lã.

 

Lead Time. Tempo decorrido entre a fabricação de um produto e sua entrega.

 

Legging. Roupa meia, ou seja, a meia calça levada às últimas consequências e usada como roupa urbana. Fruto do movimento da moda, inspirado na mania pelos esportes, ultrapassou as fronteiras das academias, e foi usado com camiseta ampla ou bustiê.

Léotard. Vulgarmente conhecido como malha de balé.

Leque. Chegou à Europa, graças ao comércio do Oriente, no final do século XV e início do século XVI. Atingiu seu ápice de popularidade e elegância no século XVIII, quando muitos deles eram pintados à mão, mostrando figuras mitológicas e bíblicas, bem como pássaros, animais e flores, em cenas pastorais. Eram usados tanto de dia quanto de noite, embora, na segunda metade do século XIX, tenham sido mais comuns à noite. Perderam sua popularidade depois da virada do século XX.

Lhama. Lã do ruminante do mesmo nome, originário do Peru.

Liga. Tira de elástico adornada, usada ao redor da coxa para prender meias finas. Na década de 1880, o lançamento da cinta-liga marcou o declínio da liga, embora continuasse a ser usada até os anos de 1930.

Lingerie. Tecido de seda ou poliamida, usado na confecção de roupas íntimas.

Lingerie Out Wear. Nome dado às peças do vestuário, que têm um aspecto de lingerie, roupa de baixo, mas são usadas como roupas exteriores, compondo trajes audaciosos. Como, por exemplo, um sutiã usado sob casaquinho ou suéter aberto na frente, de modo que apareça. O mesmo pode-se dizer de outras peças de lingerie como, por exemplo, a combinação.

Linho. Semelhante à lã, o linho é uma fibra muito valorizada no vestuário, mas de consumo decrescente, sendo muitas vezes substituído sem o conhecimento do consumidor. A fibra de linho é obtida do talo da planta do mesmo nome, que cresce nas regiões de clima temperado frio. O processo de obtenção é bastante demorado, pelo fato das fibras têxteis estarem agregadas à massa da planta. O talo, depois de colhido, é esmagado e posto a macerar em água. A fermentação resultante destrói o tecido vegetal que une as fibras têxteis da madeira propriamente dita. Depois de seco, o talo, esmagado e macerado, passa por sucessivos processos mecânicos, em que as impurezas e madeira são descartadas, e a fibra é isolada. Inicia-se então, o trabalho de fiação. Bem diferente do algodão ou da lã, em que a fibra é rapidamente isolada para seu imediato aproveitamento.

Listra Marinheiro. Listra clara sobre fundo escuro, mais larga e separada que a listra multicolorida convencional.

Loja de Departamento. Até o início do século XIX, roupas e acessórios eram vendidos lado a lado com outras utilidades. Em 1838, o inglês Emerson Muschamp Brainbridge abriu uma loja em Newcastle Tyne, juntamente com um comerciante de tecidos, William Dunn. Por volta de 1849, já haviam dividido, a mesma loja em 32 departamentos diferentes. Em 1852, o casal Boucicaut abriu a loja de departamentos Au Bon Marche em Paris. Na segunda metade do século XIX, esse tipo de loja aumentou sua popularidade, e durante o século seguinte, desempenhou papel fundamental na divulgação da moda. A Bloomingdales, de Nova Iorque, foi uma das primeiras a organizar pequenos departamentos, para tornar possível aos estilistas mostrarem uma seleção de roupas, num ambiente de butique, a um grande número de pessoas.

Lona. Tecido pesado de algodão, agora também de poliamida ou poliéster, usado como proteção de cargas, para confecção de barracas, velas de barcos, etc. Na moda, é usado para bolsas, tênis, sandálias e outros itens.

Longuete. Comprimento um pouco abaixo do joelho.

Loop. Termo inglês que significa laço, laçada, alça. A alimentação é a mesma do fio bouclê, neste caso se dá a intervalos não contínuos de maneira que o corpo do fio mantenha o diâmetro aproximadamente regular, enquanto o loop aparece como um grupo de laços se sobressaindo.

Look (ou visual). Palavra de origem inglesa muito empregada na área da moda, que enfoca o visual como um todo. Como, por exemplo, o look fatal,  look slim uma aparência magra, o new look um novo visual.

Lookbook. É o livro dos looks ou dos visuais de uma marca. Catálago editado de forma comercial, que ensina o cliente do varejo a compor looks com as novas peças da coleção da estação.

Lurex. 1. Fio metálico laminado adequado para roupa. Na fabricação, lacra-se uma camada de alumínio entre duas de película de acetato ou poliéster. 2. Tecido com a trama trabalhada com fio metálico. Pode ser totalmente brilhante em uma única cor, ou com motivos florais e outros desenhos.

Luva. Peça do vestuário que se ajusta à mão e aos dedos para agasalhar, proteger, adornar ou, simplesmente, para agregar valor à roupa como um todo.

Lycra.  Marca registrada. Fibra sintética produzida em 1958, pela Pont de Delaware, EUA. É elástica, resistente à abrasão e tem fortes poderes de extensão e retração. Desde sua introdução no mercado, tem sido usada para a produção de cintas e modeladores. Durante os anos de 1970, foi incorporada a materiais para roupas esportivas e de ginástica, bem como agasalhos, especialmente quando tecidos com algodão.

Lyocell. Fibra produzida a partir da celulose com tecnologia que não agride o meio ambiente.

M

 

Macacão. Peça inteiriça do vestuário, constituída por blusa ou calça costuradas, a princípio, em tecidos resistentes para uso de operários, e posteriormente, em vários outros tipos de tecidos. Presente em quase todas as estações e guarda-roupas femininos.

 

Macaquinho. Peça íntima, que combina camisola e calção, costumava ser abotoada entre as pernas. Na virada do século XIX para o XX, existiam várias opções de modelos. Posteriormente, feitos de algodão, cambraia, cetim, ou seda, na década de 1970 e na maioria das vezes, fabricados com tecidos sintéticos fáceis de cuidar, passaram a ser usados também como traje de passeio.

 

Macramé. 1.  Passamanaria, feita de cordão trançado e com nós, originalmente produzida na Arábia, e mais tarde na Itália. Era usada na manufatura de xales e cachecóis. 2. Fio de linha ideal para bordados, filés, crochês, etc.

 

Madeixas. Mechas de cabelos, em geral assim chamadas, quando são mais volumosas.

 

Madrepérola. Substância nacarada da concha de moluscos, quimicamente composta de carbonato de cálcio, depositado em camadas finíssimas.

 

Maiô. Originalmente uma meia de balé, cujo nome provém de Mr. Maillot, confeccionista de figurinos para óperas, um francês de Paris que, em 1800, criou meias de tricô e o léotard combinados, conhecidos como segunda pele. Atualmente, a palavra designa uma nova roupa justa de peça única, usada como traje de praia.

 

Malha. 1. Também conhecida por ponto. Entrelaçamento de um fio sobre ele mesmo, em cadas uma das alças ou voltas, quando trabalhado por processo mecânico ou manual. Há quatro tipos de malhas industriais: a simples, a reversa, a omitida e a retida, também conhecida por fang. 2. Malha feita à mão ou à máquina, cujo pontos se ligam entre si formando carreiras superpostas. Por ser feito, em geral, com um só fio, desfia-se facilmente. A confeccionada à máquina pode não desfiar, mediante o emprego de um segundo fio no sentido transversal.

 

Make-up (ou maquiagem).  Do inglês, "fazer por cima", referindo-se à maquiagem, à pintura sobre o rosto. Arte de embelezar o rosto, através de pintura e uso de materiais cosméticos específicos, como base, pó compacto, sombra, blush, batom, rímel, etc.

Manequim. 1. Boneco, que representa a figura feminina ou masculina, usado para trabalhos na confecção de roupas, ou para exposição do vestuário em vitrines. Em 1849, Aléxis Lavigne criou o busto manequim. 2. Pessoa que veste peças para exibi-las profissionalmente, atualmente conhecidas como modelo ou top model. 3. Medida ou tamanho da peça de roupa.

 

Manga. Parte do vestuário que reveste o braço nos mais variados tamanhos e formas, indo até os punhos ou não.

Manga Bufante. Comprida ou curta, franzida e presa aos ombros para criar um efeito cheio. Usada desde o século XIX, em vestido toalete, também foi empregada em vestidos e blusas de crianças. No século XX, faz-se presente com frequência em roupas femininas de verão.

Manga Comprida. Que começa no final do ombro e termina no punho.

Manga Curta. Começa no final do ombro e termina até a altura do cotovelo, tendo variações de comprimento, desde que não ultrapasse o limite.

Manga de Camisa. Comprida tendo como característica a abertura para o punho, que sempre deve ser abotoado.

Manga Evasê (ou sino). De formato afunilado, que vai se alargando até a altura do punho.

Manga Quimono. Manga exageradamente larga, presa à uma cava profunda, que vai do ombro à cintura. Desde o final do século XIX, vem sendo bastante usada por estilistas em casacos, vestidos e malhas.

Mantô (ou manteaux). Casaco ou manto, geralmente de lã, usado pelas mulheres, por cima de outras roupas. Foi lançado na primavera parisiense, e trazido ao Brasil em 1911.

Marca. Símbolo que funciona como elemento identificador e representativo de uma empresa, instituição ou produto. Essa identificação pode ser obtida por várias formas. 1. O nome da empresa, instituição ou produto, em sua forma gráfica ou sonora. Pode ser constituída por palavras já existentes no idioma, como por exemplo, Leite Vigor, sigla como Capemi, ou nome fantasia como Fanta. 2. Por símbolo visual, figurativo ou emblemático, podendo ou não se reportar à atividade ou ao nome da empresa. 3. Por logotipo. 4. Pelo conjunto desses símbolos numa só composição, gráfica, permanente e característica, constituída pelo nome, símbolo e logotipo. Diz-se neste caso, marca corporativa.

Matelassê. Tipo de acabamento que acabou denominando tecidos produzidos dentro deste conceito. O tecido principal, geralmente tafetá, sedinha ou poliamida para vestuário e, de algodão, náilon e poliéster para roupa de cama. O mesmo recebe duas camadas de tecido, recebem pespontos regulares, formando cruzamentos, ondulações ou desenhos.

Maxi Casaco. Tendência que surgiu no fim da década de 1960, um casaco longo, que chegava à altura do tornozelo.

Máxi. Vestido ou saia de comprimento longo. Na década de 1960, referia-se somente à saia até os tornozelos, geralmente rodada, godê, semi godê ou, no mínimo, evasê. Hoje, refere-se ao comprimento de qualquer peça do vestuário.

Meia Arrastão. Nome dado à meia confeccionada com malha rendada e aberta com o mesmo padrão da rede de pesca, do tipo que os pescadores usam para fazer o arrastão.

Meia Soquete. Meia curta, geralmente branca, usada desde meados da década de 1940 por adolescentes americanas. Foram especialmente populares nos anos 50, com sapato de salto baixo ou alto, saia godê sobre camadas de anáguas e malha justa, ou com brogue de salto baixo e kilt comprido.

Meia Taça. No início, era uma modelagem usada somente em sutiãs, tinha como diferencial um arco de ferro para dar sustentação ao busto, posteriormente, foi adaptada para tops, blusas, vestidos, etc.

Meia-calça. Peça elástica que cobre os pés, as pernas e o corpo até a cintura. Associada ao teatro por vários séculos, a meia de balé e a meia-calça, uma combinação de calcinha e meia fina, foram lançadas no mercado de moda na década de 1960, como alternativa para a meia fina. Apesar de sua aceitação ter sido tão lenta, na década de 1970, a maioria das mulheres já as usava. Desde então, foram confeccionadas em todas as cores e padrões, tornando-se peça indispensável do guarda-roupa feminino de verão e de inverno.

Melindrosa. Era assim chamada a sensual e delicada figura da mulher dos anos 20, do século XX, que ousava mostrar pernas veladas apenas por franjas, pela primeira vez.

Mescla. Tecido de cores variadas, ou em que os fios da trama e da urdidura são de cores diferentes.

Metaleiro. Estilo de tribo, que adotou posições contrárias às tradições e até mesmo às leis. Alimentada por todo o imaginário sombrio, explorou temas como a morte e a dor. Seus adeptos usavam camisetas de produção artesanal, objetos em couro e jeans.

Metálico (ou métallique). Genericamente identificado com o tecido lamê. Fácil de desfiar, mas com efeito cinematográfico. Os fios metálicos se enquadram atualmente em tecidos bordados industrialmente.

Miçanga. Pequena bola com orifício central, por onde se enfia a linha, para que a prenda ao tecido. É encontrada em várias cores e tamanhos e usada para bordados de trajes diversos.

Micro. Comprimento de saia ou shorts muito curto, cobrindo somente as nádegas.

Microfibra. O termo microfibra é concedido a fios sintéticos, que são formados por filamentos extremamente finos. Os artigos de malha produzidos com microfibras possuem como características o toque sedoso; vestem bem; o encolhimento da peça é extremamente baixo; têm alta resistência; baixo abarrotamento e bom isolamento quanto ao vento e ao frio. As microfibras podem ser de poliéster, poliamida (náilon), acrílico ou viscose.

Midi. No final da década de 1960, surgiu um comprimento de saia que ia até as canelas. Entre o mini e o máxi, costumava ser usado com botas que chegavam ao joelho. Embora o modelo não fosse muito popular na época, dez anos depois ressurgiu sem este nome, e com a altura variável para saias e vestidos.

Mini. Comprimento curto, até o meio da coxa.

Minimalismo. A minimal arte surgiu em oposição a pop art, na busca do essencial, do básico, do simples. Na moda, o objetivo do minimalismo é o mesmo, valorizar a simplicidade com elegância e certo requinte.

Mocassim. Tipo de sapato baixo fechado, sem abotoadura na gáspea, inspirado no calçado dos índios peles-vermelhas e aborígines dos países frios. Sua sola sobe pelas laterais e pela ponta do pé, juntando-se à uma peça que fica na parte de cima do pé em formato de U. Durante o século XX, foram adaptados a calçados informais, tanto masculinos quanto femininos.

Mochila. Espécie de bolsa grande ou saco, carregado nas costas e preso nos ombros por alças, usado para levar roupas e objetos.

Moda. Manifestação que reflete, periodicamente, a situação social, política, econômica e cultural. Os costumes, o gosto e os anseios de um determinado grupo de pessoas de um mesmo país, região, sociedade ou cultura.  É a arte de trabalhar com formas e com tonalidades no vestuário, nos acessórios e na decoração, expressando acima de tudo, ideias, intenções e atitudes.

Moda Íntima. Termo genérico para as peças íntimas femininas, que podem ser elásticas ou, ajustadas com o sutiã, o espartilho e o corpete.

Modelagem. Arte e técnica de construção de peças denominadas moldes, produzidos a partir do estudo anatômico do corpo, atendendo ao mercado ou ainda, realizados informalmente para uma necessidade mais personalizada. Tem como objetivo traçar riscos retos e curvos, em planos retangulares, sendo que as linhas de orientação às medidas fundamentais, e as linhas complementares, darão forma à peça desejada, denominando assim a modelagem.

Modelo. Designação contemporânea para manequim.

Modernismo. Termo que designa os movimentos artísticos e literários surgidos a partir do final do século XIX, tais como Futurismo, Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo, etc.

Modinha. Moda das confecções que seguem tendências atuais.

Modismo. Moda fugaz que atinge rapidamente a massa, por isso, normalmente tem curtíssimo tempo de vida.

Molde. Peça feita geralmente em papel resistente, que interpreta um modelo de roupa, pela qual se corta  o tecido.

Moletom. Estrutura de malha que tem o entrelaçamento feito de tal forma, que os fios da malha no interior, fiquem flutuantes, ou seja, aliado a um processo de peluciagem, que oferece maior aquecimento ao corpo, não deixando que o calor saia.

Mostruário. Conjunto de amostras de produtos.

Moulage. Em confecção, é a técnica de modelagem, que molda as peças diretamente no corpo da pessoa, ou do manequim de prova. Por isso, é considerada tridimensional em contraponto à modelagem tradicional, plana, feita em papel. É muito utilizada na alta costura e em algumas indústrias. Na moulage é fácil visualizar caimento, proporção e volume, tornando os ajustes mais fáceis.

Mule. Parte do vestuário do século XVIII, eram tipos de tamancos usados tanto por homens, sem salto, quanto por mulheres, com saltos. Ficaram conhecidas na década de 1940, como sapatos de quarto. Sexys, vestiram os pés das estrelas de cinema na década de 1950. Nos anos 70 foram chamadas de babuches, virando uma mania mundial.

Multimarca. Palavra que define a loja que vende roupas de várias marcas. Tipo de comércio que teve seu auge no Brasil, na década de 1970, perdendo parte da sua força nos anos 80 e princípio dos 90, por ser mais interessante desenvolver a própria marca e vender para suas próprias lojas, formando assim grandes redes.

Must. Na moda, refere-se à peça essencial para um determinado look.

N

Náilon (ou nylon). Termo genérico para um tipo de fibra sintética, qualquer poliamida de cadeira longa. Lançada em 1940 para a confecção de meias finas, tem sido usada desde então na confecção de roupas íntimas e roupas em geral.

 

Não tecidos (ou TNT). São obtidos diretamente de camadas de fibras, que se prendem umas às outras por meio físico ou químico, formando uma folha contínua. O nome não tecido tem como origem o fato dos mesmos serem feitos por processo sem a utilização do tear, ou seja, texturizado mediante a aglomeração de camadas, que produzem uma superfície contínua, por meio de procedimentos mecânicos químicos, ou físicos. No caso do feltro, o mais antigo com estas características, é obtido pelo processo de entrelaçamento de fibras.

Navy (ou marinha). Azul-marinho. Moda marinheiro. Combinação de azul e branco, ou preto e branco. Soutaches, golas retangulares, calças boca de sino, blusões retos, etc., tudo que lembre marinheiros e barcos.

 

Neo. Prefixo latino que significa novo, do tempo atual. Na arte, assim como na moda, refere-se também à releitura de uma antiga tendência ou influência, como por exemplo, o neoexpressionismo ou o neo-dandismo.

 

Neopreme. Nome comercial do material de borracha sintética, com várias espessuras e antitérmico, desenvolvido pela Du Pont em 1931. Usado na confecção de roupas de mergulho, surf, windsurfe e outras práticas de esportes aquáticos.

 

Nervura. Prega finíssima e costurada, ou fio mais grosso entremeado no tecido, que forma desenho ou listra em relevo.

New Face. Setor de novos talentos de uma agência de modelos, ou para ingressar na carreira.

New Look. Estilo originalmente atribuído a Christian Dior que, em 1947, lançou a linha corola, que ficou conhecida como new look. Embora outros estilistas como Balenciaga, Balmain e Fath, já estivessem caminhando para essa forma em 1939, quando seus trabalhos foram interrompidos pela Segunda Guerra Mundial. Dois anos após a guerra, o desfile de Dior causou sensação internacional . Era o extremo oposto das roupas restritas e econômicas , impostas pelo racionamento da época. Um vestido podia exigir até 25 metros de tecido, e o estilo acentuava e exagerava as formas femininas, graças a roupas íntimas com barbatanas e tecidos engomados. Provocou controvérsias  em todo o Ocidente. Muitas mulheres adotaram-no, mas outras reagiram contra, lamentando o que consideravam estravagância e artificialidade. Algumas, indignadas com os excessos criados na nova moda, organizaram piquetes na frente da Maison Dior, e a publicidade resultante tornou o nome Dior, famoso da noite para o dia. O estilo prevaleceu sob várias formas até meados da década de 1950.

 

Night Wear. Assim chamado o conjunto de roupas para noite, seja para dormir ou sair.

 

Nobuk. Couro de búfalo tratado e amaciado, para ter uma textura próxima à da camurça. Muito utilizado para fabricação de calçados, bolsas e cintos.

 

Nuance. Cada um dos diversos graus por que passa uma cor, indo do mais claro ao mais escuro.

O

 

Off-shoulder. Modelagem que deixa os ombros totalmente de fora.

 

Ombreira. Peça fabricada em tecidos de algodão, plumante ou espuma. Utilizada na região dos ombros das peças do vestuário com finalidade de armar e estruturar.

 

Op Art. Movimento das artes plásticas, destacando os efeitos ópticos e jogos geométricos em preto e branco com ênfase na ilusão ótica. A moda adotou o estilo, e Courréges foi um dos seus padrinhos.

 

Organza. Tecido de seda transparente, leve e encorpado, que possui armação em tela.

 

Origami. Dobradura oriental feita em papel, muito usada como inspiração na moda, principalmente pelos estilistas japoneses em suas roupas prêt-à-porter e alta-costura.

 

Orleans. Tecido leve de origem inglesa, misto de lã ou de algodão.

 

Ornamentou (ou ornato). Enfeite, adorno.

 

Ouro. Metal precioso utilizado na confecção de jóias. É encontrado em vários tons, sendos os principais o amarelo, o vermelho e o branco.

 

Out Wear. Do adjetivo inglês outer, exterior , de fora e, do substantivo wear, uso de roupas, vestuário de moda. Expressão que indica o emprego de roupas mais pesadas, como jaquetas, sobretudos, trajes esportivos e rústicos.

 

Overloque. Acabamento proveniente da máquina de costura, assim também chamada, significando em inglês arrematar, fechar. É o ponto chuleado industrializado.

 

Oversize. Em inglês, grande demais, acima do tamanho. Define a roupa jovem, grande ou larga, que entra em diversos estilos irreverentes, do grunge ao caricato.

 

Oxford (ou oxfordine). Tecido produzido utilizando-se fios mais finos no urdume, geralmente de uma cor, e fios mais grossos na trama, normalmente brancos. Muito usado em camisaria, sua versão mais leve é chamada de oxfordine, gorgorão ou naté.

 

Oxford Gillie. Sapato esporte masculino do final do século XIX, amarrado no peito do pé com cordões presos em volta do tornozelo.

P

 

Padrão (ou padronagem). Desenho de estamparia.

 

Pala. Tradicionalmente, parte integrante de uma bata ou blusa, a parte superior de uma peça de roupa, em geral ajustada acima do busto e nas costas, entre os ombros. Pregueada, franzida ou lisa, prendendo o restante da roupa. Quando localizada nos quadris, uma pala pode ser o cós mais largo de uma  saia, a partir do qual esta se abre. Saias de pala foram particularmente populares na década de 1930 e, novamente, no início da década de 70, quando surgiu a moda baseada em trajes rurais e o estilo camponês.

 

Paletó. Do francês paletot. Nos séculos XIX e XX, a palavra paletó foi usada para designar diversas peças. No início do século XIX, era uma sobrecasaca masculina de abotoamento simples, com recorte na altura da cintura no qual se costurava a parte inferior, sendo que em versões anteriores, foi semelhante a um casaco de montaria. Em meados do século XIX, transformou-se em um sobretudo pesado, de comprimento três quartos, ligeiramente acinturado. Na segunda metade do século XIX, passou a ser um casaquinho feminino, parcial ou completamente ajustado, de comprimento três quartos ou até a cintura, geralmente feito de tecido de caxemira ou lã, e adornado com bordados.

 

Panamá. Tecido de linho e rami, que possui tela tecida com vários, fios juntos, obtida pela alternância de dois ou mais fios do urdume, entrelaçados com duas ou mais passadas da trama. Próprio para o verão.

 

Pantacourt. Pantalona curta, bombacha.

 

Pantone. Escala de cores que é uma referência mundial para o mercado de design gráfico, têxtil e industrial. Esta escala, espécie de catálogo, é fundamental, porque informa como se obter uma determinada cor para impressão, ou seja ela sobre o papel, tecido ou plástico. Esta obtenção se dá a partir da união das cores primárias que são o azul, o magenta, o amarelo e o preto, através do processo conhecido como quadricromia, o CMYK, em que temos C de cyann, M de magenta, Y de yellow e K de black.

 

Parca (ou parka). Casaco esportivo de comprimento sete oitavos com corte amplo, feito em tecido impermeável, normalmente com capuz.

 

Passador para Alça. Usado como regulador de extensão da alça.

 

Passador. Aviamento de fechamento, geralmente de metal, muito usado em alças de macacão ou jardineira.

 

Passante. Tira de tecido presa em duas extremidades, geralmente no cós formando uma passagem para cintos em calças, saias ou vestidos.

 

Patche. Remendo ou aplicação de couro, colocada, nos cotovelos de jaquetas e suéteres, após a aquisição da peça, ou já adquiridos quando novos com esse tipo de acessório.

 

Patch-work. Do inglês patch, remendo, retalho e work, trabalho. Trabalho que consiste na aplicação de tecidos ou justaposição através da costura de pedaços maiores ou menores de tecidos, de cores e estampas diversas sob outro tecido, resultando num trabalho artesanal do tipo colcha de retalhos. Criação antiga para o aproveitamento de retalhos de tecidos, usada na costura doméstica. No início, não era usado para a indumentária, ficando restrito a colchas, cortinas ou toalhas, dependendo do material a ser utilizado. O patch-work, como trabalho artesanal para uso no vestuário, surgiu e se consagrou no movimento hippie.

 

Pence. Costura em uma parte da roupa, para que fique mais ajustada, dissimulando muitas vezes as anormalidades do corpo.

 

Peplo (ou peplum). Sobressaia curta ou babado preso à cintura de um vestido, blusa ou jaqueta.

 

Pérola. Na antiguidade, as pérolas eram pregadas em mantos, muito usadas como peça decorativa. Elas nascem em moluscos de água salgada ou doce, como o haliote, o mexilhão ou a ostra, quando um agente irritante entra involuntariamente ou é colocado no interior destas conchas, fazendo com que o molusco excrete a nácar, uma substância cristalina, à base de carbonato de cálcio. No início da década de 1920, sautoirs de pérolas tornam-se populares, e desde os anos de 1950, o colar curto de pérolas é um símbolo da elegância clássica.

 

Pesponto. Costura feita à máquina junto a um recorte, para prender ou enfeitar. Pode ser com uma ou duas costuras, e normalmente é feito com linha mais grossa.

 

Pied-de-coq. Padronagem clássica, cujo desenho imita um pé-de-galo, e diferencia-se do pied-de-poule por ser maior.

 

Pied-de-poule. Padronagem clássica, caracterizada por pequenos quadrados, dando a impressão de pé-de-galinha, sua tradução literal do francês.

 

Pijama. Do persa pa-jama, que significa cobertura das pernas. No século XIX consistia em calças largas e blusas do tipo paletó com faixa. Na virada do século, havia várias formas de pijamas femininos, inclusive de passeio, e masculinos usados como traje elegante para o início da noite. Nas décadas de 1920 e 30, as mulheres usavam modelos elaborados como peça de toalete ou em versões para a praia. O filme Aconteceu Naquela Noite, estrelado por Claudete Colbert e Clark Gable, ajudou a popularizar a versão feminina.

 

Pingente. Berloque, brinco.

 

Pin-up. O termo foi documentado pela primeira vez, em 1941, na língua inglesa. Uma variante da ilustração que se tornou referência a sweater-girl, mas com cavas extremamente voluptuosas, e geralmente em trajes de banho e expressão atrevida, ícones de beleza e sensualidade da época.

 

Piquê. Do francês piquet, sua base é a textura do jacquard, daí seu alto custo mesmo em algodão. Possui desenhos em relevo, que se aproximam aos losangos das casas e abelha. Os fios são de algodão, muito usados em roupas de verão que precisam de caimento reto; nos modelos decotados; trajes infantis e detalhes de camisa masculina, como a do smoking. A cor tradicional é o branco, mas existem outros tons disponíveis.

 

Plástico. Moldado através da pressão e calor, entrou para o mundo da moda com o nome de PVC. Chegou a ser utilizado na década de 1930 em capas de chuva impermeáveis. Depois, esteve presente em todo o tipo de peças do vestuário, além de bolsas, sapatos e cintos.

 

Plataforma. Sola grossa para sapatos, lançada na década de 1930. Esses solados estiveram em uso em quase todas as décadas, mas principalmente nas de 1940 e 60.

 

Plissê. Tecido de algodão, acetato ou raiom, com motivos listrados ou formações de manchas, tratados com solução de soda cáustica, que faz enrugar partes da peça dando um efeito de amassado ou plissê. O efeito sai ou não após a lavagem, dependendo da qualidade do tecido usado na peça. Esse efeito também pode ser conseguido em tecidos com fibras sintéticas, através de máquinas especiais de plissê, que utilizam temperatura, fixando as pregas, dispensando o tratamento com soda, que, graças à ação do calor, não se desmancham.  

 

Pluma. O uso generalizado de plumas na moda se deu no final do século XIX, criando uma demanda mundial. Muitas espécies foram extintas, uma vez que caçadores de plumagem espoliavam as fontes nos Estados Unidos, Myamma, antiga Birmânia, Malásia, Indonésia, China, Austrália e Europa. Eram usadas principalmente em chapelaria.

 

Plush. Tecido de malha de aspecto aveludado, brilhante e macio. Nome dado à malha esponja depois que recebe acabamento de escovagem e penteagem, resultando num efeito delicado.

 

Poá. Do francês, que significa bolinha. Detalhe de pontos ou bolinhas de diferentes tamanhos ou não, sobre um tecido liso.

 

Pochette. Palavra de origem francesa, que designa uma bolsa pequena acoplada ao cinto. A favorita dos teenagers usada desde 1880, e desenvolvida a partir de um bolso do vestuário. Fabricadas com materiais resistentes para vestuário esportivo, ou materiais nobres como complemento de trajes.

 

Polaina. Peça cilíndrica para aquecer o tornozelo e o peito do pé, normalmente feita de lã, e aberta em ambos os lados.

 

Poliéster. Tal como a maioria das fibras sintéticas, é um material termoplástico, ou seja, que se deforma com o calor, isolante térmico e não tem capacidade de absorção de água. Os tecidos produzidos com esta fibra apresentam excelente estabilidade dimensional, não encolhem e, não amarrotam. Os fios puros, ou em misturas, possibilitam construções de tecido muito mais leves e arejados, sem que se apresente o fenômeno de esgarçamento.

 

Polo. Camisa que teve origem nos uniformes dos jogadores de tênis, elegantes em sua indumentária, com gola de malha, patte curta com três botões e, geralmente, um pequeno bordado no peito.

 

Pompom. Bola de fios curtos de seda, algodão, lã, etc., cortados de forma esférica e usados como enfeite em peças do vestuário.

 

Ponche (ou poncho). Capa quadrangular, comumente de lã, com uma abertura central por onde passa a cabeça, normalmente, com acabamento da barra em franja.

 

Pop Art. Abreviatura de arte popular, movimento que surgiu nos Estados Unidos por volta dos anos 1960, alcançando repercussão internacional. Utilizou como meio de expressão colagens e montagens fotográficas, adotando recursos expressivos do cinema e da televisão.

 

Pop. Característica de tudo que foi moderno entre 1965 e 1975. O que é imaginativo, colorido ou de estética tonalizante.

 

Presilha. 1. Tira de pano ou cordão para amarrar, prender ou afivelar.  2. Jóia ou bijuteria usada para prender ou enfeitar o cabelo.

 

Prega. Dobra feita em um tecido.

 

Prêt-à-porter. Pronto para levar, feito em série. A expressão foi lançada em 1948, por Jean Claude Weill, mas, em 1950, foi Pierre Cardin que lançou a primeira coleção prêt-à-porter.

 

Príncipe de Gales. Padrão tipicamente inglês, lançado por Eduardo VII, considerado um clássico do guarda-roupa masculino, e posteriormente, também incorporado ao feminino com igual conceito. Lançado na Inglaterra, quando Eduardo VII ainda não havia sido coroado rei, por isso o nome. É formado por diversos tipos de xadrezes com riscos irregulares, em cores básicas, explorando apenas uma das riscas em cor marcante.

 

Produtor de Moda. Profissional responsável pelas roupas e acessórios, além de definir o visual do cabelo e maquiagem para desfiles, fotos de revistas, catálogos publicitários e campanhas, de acordo com o tema proposto. Muitas vezes, é encarregado de encontrar um local para locação e o cenário, onde estão feitas as fotos ou filmagens, além de participar junto com o cliente do casting. Atua junto ao stylist, no set de filmagem, com o fotógrafo de moda e com a assessoria de imprensa de grifes.

 

Protótipo. Projeto em tamanho natural de um determinado produto ou elemento, construído artesanal ou mecanicamente.

 

Prova. Na alfaiataria sob medida, são necessárias três provas para fazer as alterações necessárias, antes de terminar uma peça de roupa.

 

Psicodelismo. Termo usado para definir um colorido exagerado, tanto em pintura como em estamparia de tecidos, com figuras indefinidas semelhantes aos desenhos do caleidoscópio, como as que se vê durante as alucinações, produzidos pelo ácido lisérgico. Alcançou o seu auge nos anos 1970 com o movimento hippie.

Público-Alvo. Termo que indica o grupo de pessoas que se deseja atingir, com uma atividade de comunicação, produto ou serviço. São reunidas por alguma característica, seja ela região, idade, sexo, atividade, interesses, etc.

 

Pull (ou pullover, pulôver). Suéter de malha de lã com ou sem mangas, que se veste pela abertura da gola, por não possuir abotoamento. Entrou na moda na década de 1920, quando podia ser confeccionado em postos lisos ou trabalhados.

 

Pulseira. Joia ou bijuteria usada no braço.

 

Punho. 1. Tira de pano costurado na extremidade das mangas, cercando o pulso. 2. Malha canelada de algodão.

Punk. Estilo que nasceu em Londres, Inglaterra em meados da década de 1970 entre os adolescentes. A roupa tinha como objetivo principal atrair atenção e assustar com suas calças e saias curtas rasgadas, jaquetas pretas de couro em geral tacheadas, correntes, tatuagens, camisas rasgadas, pulseiras de vinil, tacheadas, alfinetes de gancho na roupa e no corpo guitarras empunhadas como metralhadoras. Cabelos curtos, em geral com faixas raspadas, ou compridos com pontas espetadas com gel, tingidos de vermelho, roxo, verde, etc. Preto, cor-de-rosa e laranja eram as cores preferidas com frequência usadas juntas. Muitas ideias punks abriram caminho até a moda prêt-à-porter na década de 1980.

 

PVC (ou cloreto de polivinila). Material originariamente desenvolvido em 1844. Próximo quimicamente ao linóleo, o PVC entrou em moda na década de 1960, quando foi tingido em cores vivas e empregados em roupas para serem usadas ao ar livre, particularmente blusões de motociclista.

 

P&B. Preto e branco.

Q

 

Quepe (ou cap, ou boné). Boné típico dos militares.

 

Querubim. Tipo de anjo muito popular no catolicismo, presente no estilo barroco e, usado de forma irreverente na moda, em mais de uma coleção, como por exemplo, da marca italiana Dolce & Gabbana.

 

Quilate. A medida, da maior ou menor pureza ou perfeição, do ouro e pedras preciosas. Na forma figurativa, indica superioridade ou excelência. O ouro mais comum, por exemplo, e de boa qualidade tem 18 quilates.

 

Quilting. Termo derivado da palavra quilt, que significa colcha. Esta é composta por três camadas: topo, enchimento e forro. Quilting se refere ao processo de costurar essas três camadas da colcha, mantendo-as unidas ao mesmo tempo em que se produzem desenhos para adorná-la.

 

Quimono. Roupa tradicional da China e do Japão. No princípio do século XX, tornou-se parte da indumentária ocidental, ganhando diferentes interpretações e materiais.


Quota. Quantidade de mercadoria que o importador precisa comprar, a fim de permanecer como distribuidor de determinado produto, num país ou região. Também, pode ser uma quantidade de mercadorias importadas, autorizadas por lei e entrar no país.

R

Rafe. Termo que designa os primeiros rascunhos feitos pelo desenhista ou criador. Primeira fase da arte, antes do layout e da arte final.

Ready-to-wear. Expressão em inglês que gerou, em francês, a palavra prêt-à-porter.

Rebite. Aviamento metálico, utilizado para reforço em cantos de bolso ou para efeito decorativo. No caso dos bolsos, pode substituir  o travete.

Récamier. Nome que se dá aos vestidos finos, macios, geralmente de algodão, cortados abaixo do busto com decote amplo, mangas curtas e barrados geométricos. Inspirados em Madame Récamier, Jeanne Françoise Julie Adélaide Bernard, nobre francesa que influenciou, consideravelmente, a moda do início do século XIX. Esse tipo de vestido também faz parte do estilo império ou diretório.

Redingote. Corruptela do inglês riding coat, casaco de montaria, usado pelos homens do século XVIII. O usado, em meados do século XIX, era um vestido de mangas compridas e generosa gola. No final do século, evoluiu para uma peça bem talhada e com o famoso recorte redingote.

Regalo. Acessório de forma cilíndrica, que protegia as mãos do frio, feito em geral de pele. Também conhecido como manguito, nome de origem espanhola.

 

Regata. Nome dado à camiseta com decote e cavas bem acentuadas, que caracterizava a algumas décadas atrás, uma peça para ser usada pelos homens sob a camisa.

 

Renda. Um tecido com padrão de orifícios e desenhos, feitos à mão ou à máquina. No início, o uso da renda restringia-se aos mantos do clero e da realeza, geralmente sob a forma de passamanaria dourada ou prateada. Nos séculos XVIII e XIX, a renda já era muito empregada em vestidos, véus, vestidos de chá, casaquinhos, luvas, e adornos de guarda-sóis, regalos, bertas, fichus, lenços e xales. A renda feita à máquina surgiu no final do século XVIII, embora não fosse patenteada até meados do século XIX. A popularidade da renda caiu no final do século XIX e no início do século XX, mas a cada estação ela volta em peças e formas diferentes.

 

Renda Chantilly. Feita em muitas cidades européias, inclusive Grammont, na Bélgica, Chantilly e Bayeux na França. Geralmente preta, com festões e bolinhas espalhadas sobre um fundo fino. Tem como características motivos delicados.

 

Renda Guipure (ou guipura). Renda larga bordada, muitas vezes com pequenas bolas do tipo grelots, enriquecendo o desenho, de linho, seda ou algodão, sua origem é francesa.

 

Renda Renascença. Técnica têxtil que teve origem na ilha de Burano, em Veneza, Itália, no século XVI. Confeccionada com agulha, linha e lace de algodão. São feitas à mão, e têm como principais características os traços e pontos entrelaçados, o que também é encontrado nos arabescos.

 

Renda Richilieu. Originário da Europa é um trabalho que requer paciência, delicadeza e sensibilidade, para garantir a perfeição do ponto.

 

Resinado. Couro sintético leve, resinado com policloreto de vinila, formado com acetato, algodão e elastano.

 

Retrô. De retro, palavra usada na França durante a segunda metade do século XX, para descrever roupas de outra época, em geral anteriores à Segunda Guerra Mundial, que voltaram à moda.

 

Revival. Ressurreição, retomada, revisão. Voltar a encarar um momento, uma ciência, uma arte ou uma moda já ultrapassada.

 

Rigidez. Tipo de acabamento técnico, que também cria uma rigidez especial no tecido, destinado à confecção de chapéus e flores de pano. Esse mesmo processo, com variantes, é aplicado em entretelas para seus diferentes usos; na cavalinha, que é utilizada em paletós, tailleurs e termos, até as mais rígidas, em certos tipos de vestuários profissionais.

 

Risca-de-giz. Padronagem em listras finas, em geral claras sobre fundo escuro, comumente feitas em tecido de lã.

 

Robe. Peça de uso caseiro, originalmente do francês robe de chambre. Surgiu do penhoar no início do século XIX. Uma espécie de roupão, para ser usado entre as trocas de roupa, ou, antes do vestir-se.

 

Rococó. 1. Estilo ornamental surgido na França (1710-1774), caracterizado pelo excesso de curvas caprichosas e pela profusão de elementos decorativos como conchas, laços, flores, folhagens, etc. 2. Que está fora da moda, antiquado.

 

Roupão. Casaco largo de mangas compridas, feito de tecidos luxuosos e usado dentro de casa. Geralmente, abotoado ou fechado com zíper, podia ter gola alta. Foi muito popular entre 1930 e final da década de 60.

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